Ecólogo explica sete pontos-chave sobre como funcionará a logística reversa no Paraná

Ecólogo explica sete pontos-chave sobre como funcionará a logística reversa no Paraná

Empresas serão cobradas sobre destinação correta das embalagens em 2022 e  podem responder por crime ambiental caso não cumpram a lei

A partir do dia 31 dezembro de 2021, as empresas paranaenses que comercializam embalagens pós-consumo precisam apresentar um plano de logística reversa para o Governo estadual. Essa medida se tornou necessária em função da criação da lei nº 20.607, que obriga essas companhias a trabalharem com a destinação correta destes resíduos sólidos. Com isso, o estado se torna um dos pioneiros do país ao instituir uma regulamentação de políticas públicas que garantam o cumprimento da Lei Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), que vigora desde 2010, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Aqueles que não cumprirem a lei, deixando de apresentar seu plano, sofrerão sanções,  não poderão renovar a sua licença ambiental e vão sofrer penalidades previstas na legislação ambiental e de responsabilização administrativa, civil e criminal.

Mas o que exatamente é “trabalhar com a logística reversa das embalagens? ”, você pode estar se perguntando. Apesar de ser um conceito que a população em geral não conhece, ele consiste em um conjunto de procedimentos e meios para recolher e dar encaminhamento pós-venda ou pós consumo ao setor empresarial, aproveitamento ou destinação correta dos resíduos. O mercado de logística reversa é regulado no Brasil e em diversos países e obriga as empresas a comprovarem que reciclaram uma massa equivalente a 22% das embalagens alocadas no varejo.

Pensando em tirar as dúvidas da população em geral e das empresas que precisam se adequar à nova lei, o ecólogo Renato Paquet, CEO da Polen – plataforma que atua com a venda de créditos de logística reversa via blockchain – listou sete pontos-chaves para que todos entendam esse novo sistema. Além de founder da startup, ele também é diretor- presidente de cleantechs da Associação Brasileira de Startups e membro do Conselho de Competitividade do Sistema Firjan.

“Com um mundo focado cada vez mais na preservação do meio ambiente e em reduzir os efeitos das mudanças climáticas, a logística reversa das embalagens conquista, cada vez mais, espaço nas empresas e na sociedade e é uma ótima ferramenta para melhorar o índice de reciclagem do Brasil. Atualmente reciclamos apenas 3% de tudo que poderia ser reciclado”, comenta Renato.

Confira os pontos-chave para entender como funcionará a logística reversa do Paraná:

  • Quais empresas precisam fazer a logística reversa de embalagens no Paraná?

Todas as empresas que fabricam, importam, distribuem e comercializam os produtos descritos no Art. 33 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei nº 12.305 de 2 de agosto de 2010) e complementadas pelo Art. 5º da Resolução Conjunta SEDEST/IAT nº 20/2021, são obrigados a estruturar e apresentar para análise seus planos de logística reversa.

  • Gestão dos resíduos sólidos será digital.

A Contabilizando Resíduos é uma plataforma digital de gestão e planejamento de resíduos sólidos no estado do Paraná.  É nela que os  fabricantes de produtos e embalagens pós-consumo, importadores, distribuidores, comerciantes ou seus representantes deverão se cadastrar e preencher a documentação comprobatória referente a realização da logística reversa de embalagens.

  • Evite dor de cabeça, não perca os prazos para apresentar a documentação

A comprovação da logística reversa de embalagens no Paraná deve acontecer por meio de dois documentos específicos: o Plano de Logística Reversa (PLR) e dos Relatórios Comprobatórios do Plano de Logística Reversa (RCPLRs). O PLR precisa ser entregue até 31 de dezembro de 2021. Já os relatórios comprobatórios devem ser apresentados até o dia 31 de março de 2022.

  • Relação da logística reversa e o licenciamento ambiental 

A apresentação e execução do Plano de Logística Reversa (PLR) serão necessários para a  obtenção ou renovação do licenciamento ambiental de operação no estado Paraná. Ou seja, para que  a licença ambiental da sua empresa esteja em dia, será necessário comprovar a realização da logística reversa de embalagens.

  • Quem fiscaliza a logística reversa no Paraná?

No Paraná, todo o processo de regulamentação da logística reversa de embalagens está sendo conduzido e acompanhado pela  Secretaria de estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (SEDEST) em parceria com o Instituto Água e Terra – IAT.

  • Qual o peso das metas geográficas no plano de logística reversa?

Cada setor tem suas particularidades e as metas devem ser pensadas levando isso em consideração. Para o setor de embalagens, as metas estabelecidas vão além das geográficas, o foco deve estar no atendimento às cooperativas e associações de triagem de materiais recicláveis. Assim, cada caso será analisado com base na representatividade da entidade e de seus associados, bem como na quantidade de produtos comercializados no mercado paranaense.

  • Veja como a Polen pode ajudar a sua empresa a estar em dia com a logística reversa de embalagens no Paraná

A empresa e a Polen estabelecem um contrato de prestação de serviço em que nos responsabilizamos pelos trâmites legais do processo de execução e comprovação da logística reversa dentro da Plataforma Contabilizando Resíduos. A sua empresa só precisa nos informar a quantidade de embalagens disponibilizadas no mercado e de que materiais são feitas, a partir daí a Polen fica responsável por todo o trâmite legal: cadastro da sua empresa na Contabilizando Resíduos, cadastro de operadores que serão responsáveis pela reciclagem dos materiais, declaração da massa de embalagens contratada, alocação dos créditos de reciclagem e o preenchimento do Plano de Logística Reversa e do Relatório Comprobatório do Plano de Logística Reversa.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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