Inflação leva CNC a reduzir expectativa de volume de vendas no comércio varejista em 2021

Inflação leva CNC a reduzir expectativa de volume de vendas no comércio varejista em 2021

Pesquisa Mensal do Comércio aponta terceira retração consecutiva e maior queda para meses de outubro desde 2016

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a expectativa do volume de vendas no comércio varejista para este ano de +3,6% para +3,1% e projeta avanço de 1,2% para o setor em 2022. O ajuste ocorreu após a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontar queda do índice pelo terceiro mês consecutivo, acumulando retração de 5,3% desde agosto deste ano.

Segundo o estudo, o recuo em outubro foi de 0,1%, o que praticamente confirmou a expectativa da CNC de estabilidade em relação ao mês anterior. Na comparação anual, no entanto, a queda foi a maior para meses de outubro desde 2016 (- 8,1%).  O presidente da entidade, José Roberto Tadros, observa que o saldo negativo é resultado de um cenário de deterioração das condições de consumo que não dá indícios de reversão no curto prazo.

Além do encarecimento do crédito, cuja taxa de juros das operações com recursos livres às pessoas físicas avançou de 37% para 44% entre dezembro de 2020 e outubro deste ano, e da letargia do mercado de trabalho, o presidente destaca o descasamento entre os preços praticados no atacado e no varejo como um dos grandes problemas para os comerciantes. “A incapacidade de repasse integral das altas de preços ao consumidor final diante do ritmo intenso dos reajustes no atacado foi muito prejudicial”, observa.

Circulação de consumidores não permitiu reação

De acordo com o economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, o resultado negativo de outubro foi particularmente influenciado pelos desempenhos das vendas de móveis e eletrodomésticos (-0,5%) e de hiper e supermercados (- 0,3%), principal segmento do varejo e que tem registrado quedas mensais desde o último mês de julho.

“Claramente, o bônus representado pelo aumento da circulação de consumidores, que permitiu a reação do setor após as duas ondas da pandemia, se mostra próximo ao esgotamento, na medida em que, em novembro, pela primeira vez desde o início da crise sanitária, a frequência atingiu nível semelhante ao de fevereiro de 2020 (+1,9%)”, avalia o economista.

Dos dez segmentos avaliados pela pesquisa do IBGE, somente três apresentaram avanços mensais: equipamentos de informática, comunicação e materiais de escritório (+5,6%); artigos de usos pessoal e doméstico (+1,4%); e tecidos, vestuário e calçados (+0,6%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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