Preços dos produtos sobem 28% na saída das fábricas em 12 meses

Preços dos produtos sobem 28% na saída das fábricas em 12 meses

A inflação do setor industrial aumentou 2,16% em outubro na comparação com setembro, segundo dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (01) pelo IBGE. Com o resultado, os preços na indústria acumularam crescimento de 26,57% em 2021, o maior índice para outubro desde o início da série histórica, em 2014. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi de 28,83%, e vem reduzindo desde junho, quando era de 36,78%.

A alta de outubro é a maior desde abril, quando registrou 2,19%, e marca uma série de mais de dois anos de inflação na indústria. A última variação negativa do IPP foi em agosto de 2019.

Porta de fábrica

A pesquisa mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dentre elas, 22 registraram alta em outubro, destaque para refino de petróleo e produtos de álcool, que apresentou a maior variação (7,14%) e também a maior influência no resultado geral (0,73 ponto percentual dos 2,16%). O setor apresenta resultados positivos desde maio.

“Essa taxa é reflexo da variação do óleo bruto de petróleo, cujo preço vem aumentando no mercado internacional”, explica o gerente da pesquisa, Alexandre Brandão. O acumulado no ano da atividade é de 60,38%, a maior taxa observada para outubro desde o começo da série histórica, iniciada em 2014.

Preços internacionais

A alta na atividade de outros produtos químicos (6,38%, a segunda maior) também exerceu forte influência (0,59 p.p.) no resultado do mês. O resultado está ligado principalmente aos preços internacionais e ao custo de diversas matérias-primas importadas ou não, como, por exemplo, a nafta. Além disso, a demanda da indústria por produtos químicos está aquecida.

“É um setor diretamente afetado pelo refino de petróleo. Então, a alta no refino acaba puxando o resultado de outros produtos químicos”, ressalta Brandão. Outra razão para o aumento deste setor são os preços de adubos ou fertilizantes, cujos produtos nacionais acompanham os preços internacionais, majorados por conta da depreciação cambial, uma vez que o mercado depende em grande parte de importações.

Altas importantes

Outros dois setores tiveram altas importantes em outubro: borracha e plástico (3,45%) e outros equipamentos de transporte (3,44%). Já alimentos cresceu 0,75%, exercendo a quarto influencia (0,18 p.p.) no resultado geral do IPP no mês. Chamam a atenção a alta no preço do açúcar VHP e das carnes de bovinos frescas ou refrigeradas. A desvalorização do real frente ao dólar ajuda a explicar o índice.

“No caso da carne, alguns frigoríficos apontaram uma maior demanda, inclusive com a retomada das exportações”, pondera o gerente da pesquisa. “No caso do açúcar, a restrição de oferta pressiona ainda mais os preços”, conclui. Também contribui para a alta no setor os preços do café torrado e moído, pressionados pelo inverno mais rigoroso.

Em 2021, a atividade de alimentos apresentou apenas um mês de queda, em junho (-0,14%,). Por outro lado, outubro é a menor variação positiva do ano até aqui. A atividade acumula 15,68% alta nos preços da indústria.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *