Varejo onmichannel exige segurança unificada

O varejo foi irreversivelmente alterado pela pandemia e pela intensificação da transformação digital. Os consumidores agora usam regularmente vários canais a jornada de compra e novos modelos trazem novas oportunidades, não apenas para varejistas, mas também infelizmente para os criminosos. O aumento da violência nas lojas, a atuação do crime organizado e os incidentes cibernéticos estão crescendo e ampliando as modalidades e os riscos de roubos e fraudes, tornando necessários sistemas de segurança cada vez mais complexos, unificados e facilmente integráveis a outras soluções de gestão operacional.
Navegando por ameaças e expectativas
A Pesquisa de Segurança de 2021, da Federação Nacional de Varejo dos EUA , mostrou que os varejistas experimentaram aumentos no risco geral relacionado à pandemia, com a violência no local de trabalho (61%) no topo da lista. Simultaneamente, a Associação de Lojas de Conveniência do Reino Unido relatou 40.000 incidentes violentos contra funcionários de lojas de conveniência e mais de 1,2 milhão de incidentes de abuso verbal. As medidas de distanciamento físico introduzidas nas lojas, como limites no número de clientes permitidos, uso de máscaras solicitadas ou obrigatórias e restrições a alguns produtos para reduzir o pânico na compra contribuíram para o crescimento dos abusos contra os trabalhadores.
Por outro lado, percebe-se também um aumento no número de furtos realizados por colaboradores globalmente. Pesquisa anual de roubo de varejo da Hayes International relatou que, embora o fechamento temporário de lojas conduzido pela Covid tenha resultado em menos ladrões sendo pegos roubando em 2020, o valor médio de casos de furto em lojas aumentou 13% e o valor médio de casos de funcionários desonestos subiu quase 4% em 2019.
Criação de uma loja conectada
Como as necessidades de segurança e experiência do cliente estão mudando continuamente, muitos varejistas hesitam em investir na implementação de soluções inteiramente novas ou aplicativos únicos, que podem ou não resistir ao teste do tempo. Felizmente, existem tecnologias comprovadas que dependem de dispositivos IoT existentes e da capacidade de unificar dados em um único sistema aberto que já está em uso por muitas empresas. Varejistas engenhosos estão usando esses sistemas como um multiplicador de força, capacitando-os para atender às demandas de cada canal.
É importante começar com uma plataforma aberta e unificada que permite a integração de dispositivos Isso cria uma loja conectada, que centraliza o gerenciamento de todo o ambiente para melhor visibilidade, operações e inteligência de dados. Quando os sistemas são isolados, a resposta é mais lenta e a loja parece desconectada. “Uma loja conectada possibilita que os varejistas adicionem novas ferramentas conforme necessário, sem interfaces adicionais ou os bloqueando em soluções proprietárias. No entanto, trata-se de muito mais do que conectar sensores, pois consiste em viabilizar um fluxo coeso de informações para ajudar os profissionais de segurança e prevenção de perdas a trabalhar de forma mais inteligente a um custo menor”, explica Ricardo.
Uma plataforma unificada que conecta sistemas de segurança, sensores e dados em uma única interface intuitiva oferece aos varejistas uma visão centralizada de seu ambiente e a capacidade de reagir a situações de mudança usando dados acionáveis. Conectar um sistema de gerenciamento de evidências digital pode ajudar os varejistas a desenvolver ainda mais essa eficiência ao acelerar as investigações, permitindo a coleta, gerenciamento e compartilhamento seguro de evidências de diferentes fontes. “Outro aspecto fundamental é possibilitar que os gestores comecem a utilizar melhor os vídeos – hoje subutilizados com 90% do uso normalmente dedicado apenas à proteção e segurança, o que pode ajudar de forma expressiva o ROI”, adiciona o executivo da Genetec.
Ao optar pela solução unificada, os varejistas conseguem também correlacionar os dados dos pontos de venda com as gravações e análises de vídeo para identificar transações suspeitas. A análise do vídeo de detecção de movimento, por exemplo, pode reduzir o tempo de investigação de devoluções fraudulentas, nas quais nenhum cliente estava presente, restringindo a pesquisa a apenas transações em que a devolução foi concluída, mas nenhum movimento foi detectado na área que os clientes normalmente ocupariam. Os vídeos também podem contextualizar percepções direcionadas ao cliente para entender o tamanho médio da cesta e gerenciar filas para aprimorar a experiência do cliente. É interessante também para garantir a melhor gestão, por exemplo, de horários de limpeza de banheiros, alertando a equipe responsável de acordo com o número de pessoas que estiver usando as instalações, criando confiança em um ambiente saudável.
Racionalizando as investigações
As equipes de segurança podem reduzir ainda mais os custos e o tempo com uma plataforma unificada, eliminando a necessidade de alternar entre os sistemas para investigar onde está ocorrendo a perda no varejo. Podem também aumentar as capacidades de um sistema de monitoramento de vídeo conectado com um de gestão de aconselhamento digital para que a segurança desfoque automaticamente rostos, filmagens de marca d’água e gere links que podem ser compartilhados com a polícia para acelerar as investigações enquanto protege a privacidade do consumidor.
Outro fato é que, como os dispositivos de ponta da IoT também podem ser porta de entrada para ataques cibernéticos, os varejistas precisam implementar uma governança sólida para manter as redes seguras, com etapas que incluem praticar uma boa higiene cibernética, evitar a reutilização de senha e usar a autenticação multifator para proteger todos os pontos da loja conectada. As empresas também devem examinar cuidadosamente cada fornecedor na cadeia de abastecimento para priorizar a segurança cibernética, para garantir que eles empreguem autenticação multifator, realizem testes de penetração regulares, utilizem processos de desenvolvimento de software seguro e possuam procedimentos para tratamento de incidentes e contenção de danos, caso forem vítimas de alguma violação. Também é uma boa prática que os varejistas solicitem direitos de auditoria, para que possam ver por si mesmos a qualquer momento se os dados são tratados de forma adequada.








