Abertura de capital do Nubank continua mexendo com o mercado

Abertura de capital do Nubank continua mexendo com o mercado

Após recente estreia nas Bolsas de Nova York, o banco digital tornou-se a instituição financeira mais valiosa do país

Após estrear na Bolsa de Nova York (NYSE) com um valor de mercado de US$ 41,5 bilhões – aproximadamente R$ 230 bilhões –, o Nubank chegou também à Bolsa de Valores brasileira (B3) e passou a ser o banco mais valioso da América Latina.

Enquanto o preço das ações foi fixado em US$ 9, o banco digital precificou seus recibos de ações estrangeiras negociados no Brasil (BDRs) em R$ 8,36 cada, atualmente valendo R$ 9,49.

Agora, o Nubank elevou seu valor para US$ 50 bilhões, figurando entre as três maiores companhias listadas na Bolsa do Brasil, atrás apenas da Vale (US$ 69,7 bilhões) e da Petrobras (US$ 71 bilhões).

Essa abertura de capital na B3 representa um grande passo para a fintech, que já vinha incentivando seus clientes brasileiros a investirem na empresa. Com o programa NuSócios, mais de 7 milhões de clientes receberam BDRs pelo aplicativo. Além disso, o Nubank também promoveu uma ação de reserva de ações em sua plataforma, garantindo mais de 800 mil investidores na estreia na bolsa de valores.

Se antes da abertura de capital alguns especialistas sugeriam não investir na empresa, em função do preço das ações e dos riscos do criptomercado, hoje o cenário começou a mudar.

Vantagens e desvantagens de investir no Nubank

Segundo o consultor de investimentos da Aplix Advisory, Caio Mont’Alverne, embora o Nubank ainda não gere lucro, a expectativa é que, a longo prazo, ela consiga monetizar – já que é uma empresa com mais de 45 milhões de clientes e é também disruptiva, ou seja, impacta o mercado e a economia, criando valor para o cliente. A análise foi feita ao portal Diário do Nordeste.

Apesar da grande representatividade de clientes das classes C e D, com idade inferior a 40 anos, o nível da inadimplência é baixo. Uma vantagem de se investir no Nubank é que a rentabilidade pode crescer a longo prazo, proporcionalmente ao lucro da empresa, caso suas estratégias continuem dando certo. No entanto, o risco e a volatilidade dos papéis são maiores e ficam suscetíveis às mudanças macroeconômicas do país.

De acordo com o analista de ações internacionais da Suno Research, André Tavares, em entrevista ao Diário do Nordeste, o tipo de ações disponibilizadas na IPO (oferta pública inicial) é de classe A e, por isso, não é possível garantir o desempenho das ações futuramente. Sendo uma empresa de expectativas futuras, ela naturalmente corre mais riscos que uma empresa de economia real.

No entanto, isso não quer dizer que não seja recomendado investir em ações do Nubank. Especialistas indicam quem os investimentos sejam feitos com pequenos aportes e/ou por pessoas com maior experiência em renda variável.

Diferenciais do banco digital

Fundado em maio de 2013, pelo colombiano David Vélez em parceria com o norte-americano Edward Wible e a brasileira Cristina Junqueira, o Nubank é uma startup de serviços financeiros.

O diferencial frente aos outros bancos é que o Nubank não possui conta poupança e o dinheiro na conta corrente de cada cliente é aplicado automaticamente em títulos públicos, fazendo o montante render diariamente.

A conta corrente do banco, chamada de NuConta, é digital e gratuita, sem anuidades ou taxas de manutenção. Ainda assim, possui código, como o número do Nubank, para que clientes consigam fazer transferências on-line a qualquer momento para contas da startup.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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