Indústria global de diamantes atinge novo recorde

Indústria global de diamantes atinge novo recorde

Após um declínio observado em 2020 em razão da pandemia da Covid-19, a indústria global de diamantes obteve um crescimento expressivo no ano passado. É o que mostrou um estudo divulgado pela Bain & Company em conjunto com a Antwerp World Diamond Centre’s (AWDC). Ao longo de 2021, a receita no segmento de mineração de diamantes aumentou 62%; no corte e polimento a alta foi de 55%; e as vendas no varejo de joias com diamantes avançou 29%. Os segmentos subiram acima dos níveis pré-pandemia. em +13, +16% e +11%, respectivamente.

O estudo Global Diamond Report 2021-2022 observou que o ano passado começou com uma forte temporada do Ano Novo Chinês e do Dia dos Namorados, que representam duas das maiores receitas anuais do setor. A busca dos consumidores por esse tipo de produto, somados a uma maior capacidade do poder de compra e uma expansão de lojas para outras localidades impulsionaram a compra de joias com diamantes, destacou o relatório.

Os varejistas on-line viram um crescimento nas vendas, especialmente na Ásia, à medida que novos canais foram abertos para vendas de joias com diamantes. A demanda cresceu ainda mais durante o segundo semestre de 2021, em preparação para a temporada de férias de inverno no hemisfério norte.

“2021 foi um ano de novos recordes na indústria de diamantes, pois varejistas, cortadores, polidores e mineradores viram um aumento na demanda e no crescimento da receita”, afirmou Olya Linde, sócia da prática de Energia e Recursos Naturais da Bain & Company e autora do estudo. “Ao longo da cadeia de valor, a indústria experimentou uma recuperação e uma expansão em uma velocidade inesperada, o que pegou os envolvidos de surpresa.”

O estudo apontou ainda que, em 2020, a produção foi limitada devido a um declínio na demanda, com os responsáveis pelo corte e pelo polimento na Índia relançando a produção no primeiro e segundo trimestres de 2021 e começando a comprar ativamente diamantes brutos. A demanda robusta do consumidor, com os estoques esgotados,  contribuíram para uma maior demanda por diamantes brutos em toda a gama de sortimento. Mesmo diamantes pequenos e de qualidade próxima a gemas com desempenho inferior tiveram desempenho positivo.

A Bain destaca ainda no relatório que as principais tendências continuaram suas trajetórias pré-pandemia, especialmente a divergência entre diamantes cultivados em laboratório dos diamantes extraídos naturalmente, além de uma ênfase crescente nas agendas ambientais, sociais e de governança (ESG) por parte dos produtores. Os tópicos ESG apareceram nas agendas executivas em toda a cadeia de valor, com impacto climático e transparência de origem. Ambas as questões exigem cooperação entre os atores de mineração, corte e polimento e varejo.

Combinados, tanto os produtores como os varejistas geraram um total de US$ 7 bilhões a mais de lucro em 2021 em comparação com 2020. Isso foi resultado de melhores condições de mercado e programas de excelência operacional que o setor realizou para combater bloqueios e ameaças competitivas. Outras etapas da cadeia, como o downstream, também se beneficiaram do crescimento em regiões mais lucrativas. O aumento nas compras online contribuíram para uma rotatividade de estoque mais rápida e custos operacionais mais baixos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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