Taxas de juros nas alturas: 5 passos para colocar a vida do seu negócio em dia

Taxas de juros nas alturas: 5 passos para colocar a vida do seu negócio em dia

Mesmo com o aumento nas vendas de Natal (11% segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado) e Black Friday, o lojista brasileiro ainda enfrenta dificuldades. Um dado revelado no começo do ano pelo Sebrae mostrou que de cada 10 empresas no estado de São Paulo, 6 possuem dívidas ou empréstimos e 3 estão com os pagamentos em atraso. O cenário fica ainda mais desafiador com a alta da inflação e das taxas de juros. Portanto, para sair do vermelho, o empreendedor terá que negociar.

Segundo Pedro Sônego, CEO e fundador da TruePay, fintech que viabiliza a conversão dos recebíveis das maquininhas em capital de giro sem custos, o varejista deve fugir das armadilhas, como antecipação desenfreada de recebíveis ou empréstimos com juros abusivos e procurar abrir um diálogo com os seus parceiros para melhores condições de pagamento. “É importante que o empresário verifique os preços com vários fornecedores, a diferença entre eles aumentará bastante nesta retomada. Além disso, é necessário uma organização financeira eficiente. Ou seja, é hora de negociar e buscar alternativas de crédito para o problema não virar uma bola de neve “, explica.

O especialista separou 5 passos que ajudarão a colocar qualquer negócio de volta aos trilhos. São eles:

1. Analise seus custos

O primeiro e mais importante passo de todos é analisar os custos financeiros do seu negócio hoje em dia. Muitos lojistas acabam pagando taxas de juros abusivas quando poderiam estar pedindo prazo para seu fornecedor parceiro. Também é preciso identificar custos operacionais desnecessários ao empreendimento e verificar o contrato com empresas de maquininha, por exemplo. Há taxas escondidas que podem comprometer bastante as margens.

2. Renegocie aumentos de preços

Em todo início de ano é comum que os preços de contratos sejam reajustados, não há muito para onde fugir. No entanto, é preciso entender se os aumentos fazem sentido e se o aumento é justificado. Nesta hora, é preciso argumentar que ainda vivemos tempos de incerteza e que aumentos abusivos serão prejudiciais ao seu empreendimento. Fornecedores parceiros, especialmente os de longa data, podem oferecer reajustes melhores.

3. Explore novas alternativas

Não conseguiu fugir dos reajustes? Mapeie alternativas e atualize sua lista de fornecedores. Muitas vezes, relacionamentos de longo-prazo podem ser muito benéficos, pois oferecem melhores condições de pagamento e preço. Mas é sempre importante entender suas opções no mercado. A inflação observada atualmente pode ser responsável por uma discrepância grande entre preços. Explore o número de fornecedores e encontre o que tiver as melhores condições.

4. Encontre alternativas de capital de giro mais baratas

Por mais que a maioria acredite que saiba o que é capital de giro, muitos não sabem de sua importância e, exatamente por isso, muitas empresas acabam tendo que fechar as portas. O grande problema é que o empresário costuma só perceber que precisa de recursos para financiar o seu capital de giro quando é tarde demais. Para conseguir driblar esse problema, é preciso encontrar alternativas mais competitivas no mercado, como fintechs que ofereçam taxas de juros adequadas à sua realidade.

5. Maximize as vendas

Em um momento de dificuldade, é necessário se reinventar para encontrar formas de vender mais. Busque novos canais para divulgar sua empresa e adquirir novos clientes. A rápida digitalização que vivenciamos na pandemia foi responsável pela digitalização das vendas. É preciso aproveitar o mundo digital para conseguir mais clientes, como vender por WhatsApp, criar um site próprio, utilizar redes sociais e marketplaces. Montar uma base de dados com informações dos clientes pode ser um caminho, é sempre útil relembrar aquele cliente sumido da sua empresa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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