Mercado de cripto dobrou em 2021 no Brasil

Mercado de cripto dobrou em 2021 no Brasil

2021 foi um ano decisivo para o mercado de criptoativos no Brasil. Mais da metade (51%) dos brasileiros que possuem criptos adquiriram seus primeiros investimentos no ano passado. A pesquisa da plataforma norte-americana Gemini revelou que o país está entre os mais emergentes nessa área, atrás somente da Índia, que registra 54% de recém-chegados. Apesar da América Latina mostrar maior crescimento, também demonstra grande receio: das pessoas que não adquiriram valores em cripto no ano passado, o principal motivo é a falta de compreensão do sistema.

A pesquisa, realizada entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, contou com mais de 30 mil participantes em 20 países e revelou ainda que o crescimento tende a ser maior em países cuja moeda nacional tenha desvalorizado mais do que 50% em relação ao dólar. A desvalorização acaba levando pessoas a buscar alternativas que as protejam de altas flutuações de inflação. Para pessoas que já investiam em outros formatos, o cripto se mostrou uma forma de diversificar seus ativos.

Seja para novatos ou mesmo investidores tradicionais, o criptomercado possui suas peculiaridades, que precisam ser levadas em conta na hora de administrar e de entender o que esperar desses investimentos. “Mesmo entendendo pouco de criptoativos, as pessoas reconhecem o verdadeiro potencial do formato”, destaca Rafael Serradura, diretor comercial da Rental Coins, uma das principais referências do criptomercado nacional.

O especialista dá algumas dicas importantes para quem chega agora a este mercado:

1 – Estude: o criptomercado, por ser recente, exige um investidor atento e muito informado, por isso pesquisar é muito importante. É preciso conhecer essas peculiaridades do mercado e estar ligado em notícias e informações. Esse é o primeiro passo para quem quer investir com tranquilidade e segurança.

2 – Seja Cauteloso: não coloque todo seu capital logo na primeira vez de investir, em qualquer área que seja. Ter paciência é importante, assim como testar o investimento antes de aportar um valor maior. Confira os resultados antes de tomar qualquer decisão de dar continuidade aos investimentos.

3 – Busque empresas certificadas: na hora de escolher uma Exchange, corretora ou empresa pela qual irá comprar ou vender criptoativos, pesquise o histórico no mercado, veja as garantias dadas, busque conversar com alguém que já investe há algum tempo e leia relatos de clientes reais. Desconfie de negócios que acabaram de começar e precisar de investimento inicial alto. É importante, ainda, conferir se o endereço físico da empresa realmente existe e se ela é regulamentada por alguma instituição ou associação conhecida.

4 – Encontre especialistas de confiança: tenha um profissional do mercado que você possa consultar em qualquer momento do dia. Aquela pessoa extremamente capacitada que vai acabar com suas dúvidas e preocupações. Alguém que você possa falar abertamente sobre investimentos e, principalmente, que esteja preparado para te dar o suporte necessário de maneira objetiva.

5 – Tenha atenção com sorteios: falsos brindes ou sorteios são formas de enganar e roubar criptoativos. Um dos golpes mais comuns é o anúncio de que o investidor ganhou um prêmio, mas precisa enviar uma fração de bitcoin para desbloquear, então cuidado com esse tipo de ação.

6 – Fique de olho nos e-mails Phishing: e-mail phishing é aquele que apresenta algum link e arquivos para baixar e, quando o usuário clica ou faz download, é infectado com algum vírus que danifica o aparelho, ou ainda é direcionado para um site fraudulento imitando o endereço original para roubo de dados. Se não tiver certeza de que o e-mail é seguro e verídico, não clique em links.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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