Reclamações de consumidores somaram mais de 2 milhões de processos em 2020

Reclamações de consumidores somaram mais de 2 milhões de processos em 2020

Inteligência artificial e análise de dados ajudam as empresas a reduzir em mais de 60% esse tipo de situação e diminuir o comprometimento de suas receitas

Utilizar tecnologias como Inteligência Artificial e análise de dados tornou-se cada vez mais relevante para melhorar o relacionamento entre consumidores e empresas. Proporcionar uma experiência positiva para o cliente é um diferencial que impacta diretamente nos resultados das organizações, e que se reflete na quantidade de reclamações dos consumidores.

Segundo o relatório Justiça em Números 2021, foram movidas 1.655.989 ações envolvendo o Direito do Consumidor em 2020. Embora tenha ocorrido uma queda de cerca de 28% em relação a 2019, que foi de 2.295.880, o principal tema de processos no âmbito estadual. A plataforma do governo federal consumidor.gov.br, registrou um crescimento de 53% das reclamações no mesmo período. Pouco mais de 780 mil delas foram finalizadas em 2019, mas no ano seguinte o número chegou a 1,2 milhão.

“Essa queda do número de reclamações é resultado do período da pandemia, quando diminuiu a circulação de pessoas por conta do distanciamento social. Mas os números mostram como as empresas ainda precisam evoluir para minimizar o comprometimento de suas receitas com ações cíveis e no Procon. A adoção de soluções tecnológicas capazes de identificar, já durante o atendimento, clientes propensos a acionar judicialmente a empresa, será essencial daqui por diante”, comenta Danilo Curti, fundador e diretor de operações da Evollo, startup brasileira especializada em soluções avançadas para análise e monitoramento de relacionamento com o cliente.

A utilização de tecnologias avançadas de monitoria de qualidade do relacionamento com o cliente é uma das saídas para diminuir os índices de reclamações e aumentar a satisfação do público consumidor. Com esse tipo de ferramenta, aliada às ações preventivas a serem tomadas, é possível reduzir em até 67% o número de reclamações que resultem em processos judiciais.

“Na maioria das vezes, a expectativa do cliente ao fazer uma reclamação não é encerrar o relacionamento com a empresa, mas receber atenção e uma solução para o seu caso. A falta de experiência e treinamento do atendente para entender a dor daquele cliente no momento do contato pode ser determinante para reverter ou agravar esse tipo de situação”, explica Eduardo Ribeiro, sócio de sócio e Business Development da Evollo.

Uma solução avançada com inteligência artificial e análise de dados consegue detectar prontamente o estado emocional daquele cliente já no primeiro contato. A partir da interação com o agente de atendimento, a tecnologia passa imediatamente a fazer a análise de sentimento e extrair os insights necessários para o acompanhamento daquele consumidor especificamente. Os gestores poderão analisar aquela situação de forma mais assertiva e escolher a solução mais adequada para satisfazer a necessidade daquele cliente.

Um levantamento realizado em 2018 pelo escritório Amaral, Yazbek Advogados, mostrou que 81,5% do volume de ações judiciais em trâmite no Brasil no período eram contra empresas, que somavam mais de R$ 157 bilhões pagos pelas empresas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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