Setor de serviços varia 0,2% em abril, e transporte de passageiros supera patamar pré-pandemia

Setor de serviços varia 0,2% em abril, e transporte de passageiros supera patamar pré-pandemia

O volume do setor de serviços variou 0,2% em abril, acumulando alta de 9,5% em 2022 na comparação com o mesmo período de 2021. Com esse resultado, o setor está 7,2% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Já as atividades de transporte de passageiros cresceram 2,3% em abril, chegando a 0,1% acima do nível de fevereiro de 2020. Os dados, divulgados nesta terça-feira (14) pelo IBGE, são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

“Depois de dois anos e dois meses, o transporte de passageiros superou pela primeira vez o patamar pré-pandemia, ratificando, assim, a maior mobilidade da população, refletida no aumento das receitas das empresas que operam os transportes de passageiros nos seus diversos modais: aéreo, rodoviário e metroferroviário”, destaca o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. A atividade acumula um ganho de 27,7% entre novembro de 2021 e abril de 2022.

Em abril, a variação positiva no setor de serviços foi concentrada em duas das cinco atividades investigadas na pesquisa. Em informação e comunicação (0,7%), o destaque continua sendo das atividades de tecnologia da informação, que atingiram o ponto mais alto da série histórica da PMS. “Durante o auge do isolamento por conta da pandemia, houve uma alta demanda desses serviços e esse movimento perdura até os dias atuais, com as empresas continuando a demandar serviços como o de desenvolvimento de softwares, de aplicitivos de videoconferência ou de marketing digital”, explica Lobo.

Retomada dos serviços presenciais

Já em serviços prestados às famílias (1,9%), a maior influência ficou a cargo dos serviços de alojamento e alimentação. “É um resultado que vem na esteira da continuidade do processo da retomada dos serviços de caráter presencial, notadamente, os bares e restaurantes”, detalha o gerente da pesquisa.

Em contrapartida, transportes (-1,7%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,6%), e outros serviços (-1,6%) recuaram em abril. Os dois primeiros interromperam uma sequência de cinco taxas positivas seguidas, enquanto o último, com a retração, eliminou o avanço de 1,4% de março.

No confronto com abril de 2021, o volume de serviços cresceu 9,4%, marcando a 14ª taxa positiva consecutiva. Houve alta em quatro das cinco atividades e crescimento em 64,5% dos 166 tipos de serviços investigados na PMS. Destaque para o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,5%) e o de serviços prestados às famílias (60,8%), que exerceram as principais influências positivas. A única taxa negativa do mês ficou com o setor de outros serviços (-7,7%).

O acumulado do primeiro quadrimestre de 2022 foi de 9,5%, com taxa positiva em quatro das cinco atividades e alta em 66,9% dos 166 tipos de serviços pesquisados. Entre os setores, destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,6%). Serviços prestados às famílias (37,3%); profissionais, administrativos e complementares (8,1%); e informação e comunicação (3,2%) foram as demais altas. Apenas o setor de outros serviços (-3,8%) registrou taxa negativa. Já no acumulado nos últimos 12 meses, o índice chegou a 12,8%.

Atividades de serviços têm alta em 12 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de março para abril, apenas 12 das 27 unidades da Federação acompanharam o movimento de variação positiva. O impacto positivo mais relevante foi do Rio de Janeiro (1,0%). Para Lobo, o carnaval fora de época que aconteceu no mês de abril pode ter contribuído para o crescimento do setor no estado fluminense. Outros destaques locais foram Espírito Santo (3,6%), Rio Grande do Norte (7,9%) e Ceará (2,4%). No lado das quedas, exerceram as principais influências negativas São Paulo (-0,5%), Minas Gerais (-2,8%), Distrito Federal (-8,2%) e Rio Grande do Sul (-2,8%).

Na comparação com abril de 2021, houve crescimento em 24 das 27 UFs, destaque para São Paulo (9,9%), Minas Gerais (14,2%), Rio Grande do Sul (16,8%) e Rio de Janeiro (4,3%). Já no acumulado do primeiro quadrimestre de 2022, 26 das 27 UFs mostraram expansão, com as taxas de São Paulo (11,0%), Minas Gerais (11,2%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Bahia (14,2%) em destaque. Apenas Rondônia (-1,5%) registrou queda.

Atividades turísticas crescem 2,5% em abril

O índice de atividades turísticas cresceu 2,5% em abril, acumulando crescimento de 51,3% no ano. Porém, o segmento de turismo ainda se encontra 3,4% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Todos os 12 locais pesquisados pela PMS apresentaram crescimento na atividade, puxando o ranking o Rio de Janeiro (4,8%), seguido por Minas Gerais (4,6%), Bahia (6,8%) e Paraná (7,4%).

Transportes de cargas tem variação negativa de 0,1%

Já o volume do transporte de cargas apontou ligeiro decréscimo de 0,1% em abril de 2022, após alta de 11,1% acumulada entre outubro de 2021 e março de 2022. Mesmo assim, o segmento continua operando muito próximo (-0,1% abaixo) do ponto mais alto de sua série, alcançado em março de 2022. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 23,1% acima de fevereiro de 2020.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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