Custo do cafezinho corresponde a 10% do valor da refeição do brasileiro em 2022

Custo do cafezinho corresponde a 10% do valor da refeição do brasileiro em 2022

Preço médio da bebida teve aumento de 24% em cinco anos

Um dos maiores hábitos dos brasileiros, o cafezinho após o almoço, corresponde a 10% do valor de uma refeição completa, a R$ 40,64, que, além do café, inclui o prato, a bebida e a sobremesa. O dado é da Pesquisa +Valor, realizada pela Ticket, marca de benefícios de alimentação e refeição da Edenred Brasil, com cerca de 4,5 mil estabelecimentos de alimentação nas cinco regiões do País.

De acordo com a média nacional, a bebida tem sido encontrada a um preço médio de R$ 4,23, um aumento de 24% em comparação com o valor de cinco anos atrás. Em 2018, a xícara de café custava em torno de R$ 3,40. Mesmo com o incremento, o valor da bebida cresceu abaixo da inflação. O preço de cinco anos atrás corrigido de acordo com o IPCA seria de R$ 5,91. Esse avanço nos gastos acompanha as altas do setor cafeeiro. De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os preços do café moído subiram 56,87% para o consumidor no acumulado de 12 meses até janeiro deste ano.

Na análise por região, o Norte se destaca com a maior participação do café no valor total da refeição (R$ 36,14): 13%, com a bebida a um preço médio de R$ 4,71. Na sequência, o Sul com o cafezinho a R$ 4,08, que corresponde a 11% do valor do prato a R$ 36,97. Em terceiro lugar, o Nordeste apresenta a bebida a um valor médio de R$ 4,30, ou 10.6% do preço da refeição, que está em R$ 40,28. O café no Sudeste, por sua vez, corresponde a 10% do valor total: R$ 4,34 de R$ 42,83. Por fim, o Centro-Oeste é a região em que a bebida tem a menor participação no preço da refeição completa (R$ 34,20): 8.8%, a um valor médio de R$ 3,03.

Quando o estudo é realizado por tipo de serviço, o cafezinho que completa o prato Comercial, a R$ 3,94 é o que apresenta maior participação (12.8%) no valor total da refeição, que tem preço médio de R$ 30,59. Já no Autosserviço, cujo prato custa, em média, R$ 35,91, a bebida corresponde a 12.3% do valor (R$ 4,43). No A La Carte, que tem preço médio de R$ 64,83, o café representa uma fatia de 8.7%, a um custo de R$ 5,66. No prato Executivo, por sua vez, que apresenta o valor médio de R$ 50,23, a bebida corresponde a 8.1%, com o preço de R$ 5,08.

“A Pesquisa +Valor oferece informação às empresas para que possam avaliar o valor do benefício concedido aos seus empregados, contribuindo para a nutrição equilibrada dos trabalhadores por facilitar e proporcionar, por meio do benefício, o acesso à alimentação de qualidade. A iniciativa vai ao encontro do objetivo da Ticket, que há mais de 45 anos mantém-se comprometida com iniciativas que visam o bem-estar e a melhora da qualidade de vida e saúde dos trabalhadores”, avalia Felipe Gomes, Diretor-Geral da Ticket.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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