Demanda por energia limpa traz oportunidade para investimentos no Brasil

Demanda por energia limpa traz oportunidade para investimentos no Brasil

Executivos brasileiros visitam a maior feira química do mundo, em Frankfurt, e enxergam necessidade de investimentos em infraestrutura no país

Hidrogênio verde, biomassa, biogás, CO2 negativo. Após participar da feira ACHEMA 2022, em Frankfurt, na Alemanha, industriais brasileiros comprovam que novas fontes de energia limpa atrairão investimentos internacionais ao país e abrirão novos mercados.

“O Brasil tem grande potencial de atração de fontes energéticas verdes, tema que mobiliza a Europa atualmente. Para que isso aconteça e movimente a economia, é preciso investir em infraestrutura e adaptar as novas tecnologias e inovações para as necessidades da nossa realidade”, acredita o CEO da GEMÜ do Brasil, Andreas Göhringer. A feira aconteceu de 22 a 26 de agosto e apresentou inovações mundiais para energia, economia circular e sustentabilidade.

Um dos pontos cruciais para encarar o quebra-cabeça da nova situação geopolítica mundial é a aposta na colaboração tecnológica em linha com as inovações trazidas por startups em parceria com universidades renomadas.

“A indústria brasileira é vista como um player importante, com boa capacidade tecnológica instalada e pronta para produzir ainda mais. Além disso, contamos com um mercado pujante e, também, temos criatividade e flexibilidade, o que nos diferencia e nos dá a velocidade necessária para enfrentar as mudanças”, afirma Göhringer.

Um exemplo disso é o Novo Marco do Saneamento brasileiro, que prevê melhorias consideráveis no oferecimento de água tratada para a população. “Hoje ainda perdemos de 30 a 40% da água tratada devido aos vazamentos provocados por diversos motivos, mas o principal é a qualidade dos equipamentos utilizados. No entanto, já temos no Brasil soluções capazes de solucionar esse problema com qualidade e manutenção fácil”, revela.

Segundo Joachim Brien, Diretor da Divisão Industrial do Grupo GEMÜ, esse é um mercado importante. “O Brasil é o maior país da América Latina e a população tem necessidade de água e energia. Por isso, estamos atentos às oportunidades de desenvolvimento, pois temos um portfolio completo de produtos de alta tecnologia para resolver as particularidades dos projetos locais.”

Primeira edição depois da pandemia

Esta foi a primeira edição da ACHEMA depois da pandemia, e ela atraiu visitantes de todos os lugares do mundo. De acordo com Gert Müller, managing director partner do Grupo GEMÜ, um dos expositores do evento, a feira permitiu não apenas conhecer o que há de mais recente em inovação para a indústria, mas também realizar conexões e aprofundar a visão global dos negócios. “Desde a pandemia, não tínhamos um evento dessa envergadura. As pessoas querem essa troca de contato, de experiência e conhecimento”, avalia.

Entre as novidades da feira estiveram inovações como o conceito de válvulas com automação total, graças ao acionamento elétrico. “A grande novidade é a substituição das válvulas elétrico-pneumáticas pelas de comando totalmente elétrico. É enviado um sinal elétrico para acionar a abertura e fechamento da válvula”, conta o gerente geral da área Farmacêutica, Alimentícia e de Biotecnologia da GEMÜ do Brasil, Hans Paul Mösl.

A solução elétrica ainda possibilita integrar na válvula outros componentes que seriam adicionados à linha, como medidor de temperatura, vazão e condutividade. “No protótipo apresentado aqui, todas as funcionalidades já estão integradas na válvula”, conta.

Hoje, um centro de inovação da GEMÜ na Alemanha desenvolve o projeto piloto do conjunto. “Muita gente acha que o Brasil não tem mercado para essas novas tecnologias, mas as empresas hoje já sabem como a economia de energia, ganho de produtividade e redução de riscos de contaminação são cruciais para a sua competitividade no mercado”, finaliza Mösl.

Para Clayton Ribeiro Sobrinho, gerente de projetos do Instituto Butantan de São Paulo, a feira mostrou novas alternativas para processos de biotecnologia. “Nossa meta é salvar vidas. Para isso, é preciso conhecer as soluções em equipamentos e processos que garantam o menor risco de contaminação, sem corrosão ou vazamentos e, também, de fácil limpeza. Isso é o que viemos buscar na feira”, conta.

A nova linha de semicondutores em teflon da GEMÜ demonstra segurança e precisão para o ambiente 100% esterilizado, o que possibilita atingir o risco zero de contaminação, essencial para as áreas médica e farmacêutica. A nova linha será comercializada no mercado brasileiro em breve.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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