Pesquisa demonstra que fintechs e bancos digitais são preferência pelo atendimento

Pesquisa demonstra que fintechs e bancos digitais são preferência pelo atendimento

Com mais de 120 milhões de pesquisas aplicadas desde sua fundação, a startup binds.co, maior plataforma de monitoramento da experiência de clientes do Brasil, recentemente mapeou os 10 setores da economia brasileira que mais investem na monitoria da experiência e satisfação de seus clientes, e o setor Financeiro ficou em primeiro lugar.

Em pesquisa setorial mais aprofundada, foi possível entender também que o tempo de atendimento, que, em princípio, pode parecer um fator negativo nesse segmento, não provoca grande índice de insatisfação. “Mesmo com uma avaliação estável de 2020 para 2022, com satisfação próxima dos 70%, ainda apareceram sugestões do que pode ser melhorado”, conta Lucio Tezotto, COO da binds.co.

Isso acontece, segundo o executivo, pois há uma grande diferença entre o atendimento de bancos tradicionais e digitais, especialmente no quesito autosserviços. “Houve uma evolução natural, especialmente na última década, de determinados serviços passarem para outros canais de atendimento, diminuindo a necessidade da presença física em agências bancárias. Exemplo disso são os caixas eletrônicos, os teleatendimentos e, mais recentemente, chats, e-mails e o autosserviço em Internet Banking e aplicativos de celular”, conta Tezotto.

Quase metade dos entrevistados da binds.co (45%) sugere o aumento da oferta de serviços online como a principal melhoria necessária no setor. “O fenômeno das fintechs (empresas do ramo financeiro que aplicam tecnologia a seus negócios) certamente acelera esse comportamento”, explica. Para se ter ideia da dimensão do mercado, levantamento da ABFintechs diz que o número acumulado de fintechs no Brasil cresceu mais de 5 vezes nos últimos 10 anos, saindo de 248, em 2012, para 1.289 este ano, cenário que promove o aumento de opções e concorrência na prestação de serviços bancários, dando à população alternativas de onde guardar seu dinheiro e com quem fazer negócios.

A população mais jovem tem iniciado sua relação com o mercado financeiro por meio de uma nova categoria de bancos, que muitas vezes nem mesmo possuem agências físicas. Adiciona-se à equação uma característica comportamental dessa geração, que não quer mais aguardar para ter suas demandas atendidas (fenômeno da digitalização, redes sociais e movimentos sociais de imediatismo), e prefere instituições ricas em autosserviços (cenário impulsionado também pela pandemia). “Quando mais suas necessidades são resolvidas com facilidade e remotamente, mais satisfeito o novo cliente bancário fica”, conclui Tezotto.

Atendimento no setor financeiro: oportunidades

Ainda assim, no levantamento sobre o setor financeiro da binds.co, 26% dos respondentes apontaram que o tempo de atendimento ainda precisa ser reduzido; 19%, apesar de não acharem necessária a redução no tempo, acreditam que treinar melhor seus funcionários pode contribuir para agilizar todo o processo de atendimento.

Empresas que identificam esses pontos de dor entre seus clientes, e tomam ações mais rapidamente para melhorar a prestação de serviços de uma maneira sistêmica, contam com um diferencial competitivo importante. Hoje em dia, é muito fácil abrir uma conta digital, e a barreira de saída também é cada vez mais simples. Manter clientes, agora mais do que nunca, vem se tornando uma estratégia lucrativa e que garante sustentabilidade aos negócios”, argumenta Tezotto.

Criar uma estratégia constante de relacionamento e comunicação com clientes, que faça parte do dia a dia de bancos e instituições financeiras, também é mais fácil e possível de ser executada atualmente, com a criação de plataformas digitais como a binds.co. “Aqui, entregamos, em um único ambiente, a criação e envio de pesquisas, coleta e análise de respostas, controle e gestão de experiências de forma ágil, gerando insights para toda a companhia”, afirma o executivo.

Segundo o COO, o maior ganho em monitorar a jornada dos clientes não é somente a identificação do sentimento em relação ao atendimento, produtos ou serviços de uma empresa, mas também a possibilidade de atuar rapidamente na resolução de problemas e gerar negócios. “Quando a dificuldade de um cliente é ouvida e assistida, há maior chance de fidelização, ganhos em branding, upsell e menos chance de formalização de insatisfações”, completa.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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