Brasil cai no ranking de liberdade econômica

Brasil cai no ranking de liberdade econômica

Brasil atinge a posição 114 entre 165 países e territórios incluídos no Economic Freedom of the World

O Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE) da Universidade Presbiteriana disponibilizou o estudo Economic Freedom of the World, a principal medida mundial de liberdade econômica, medindo e classificando países em cinco áreas – tamanho do governo, estrutura legal e segurança dos direitos de propriedade, acesso a dinheiro sólido, liberdade de comércio internacional e regulamentação de crédito, trabalho e negócios. O relatório, produzido anualmente pelo Instituto Fraser, revela que o Brasil caiu de 6,83 para 6,61 no ranking de liberdade econômica no que se refere ao tamanho do governo.

O estudo de 2022 está baseado nos dados de 2020, e de acordo com Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do CMLE, reflete a gravidade da pandemia e das medidas adotadas no país para lidar com a COVID-19. “Aumento das despesas públicas e, portanto, do tamanho do governo e restrições impostas à mobilidade internacional de cidadãos como parte das medidas de controle de contágio, além de outras regulamentações adicionais, afetaram a liberdade econômica do país”, explica.

A pontuação do Brasil (de 0 a 10, onde 10 é o valor mais alto e indica maior nível de liberdade econômica) nos componentes do índice foi:

  • Sistema jurídico e direitos de propriedade: subiu para 5,16 ante 5,11;
  • Credibilidade monetária: caiu para 9,25 ante 9,26;
  • Liberdade para negociar internacionalmente: caiu para 6,17 ante 6,99;
  • Regulação de crédito, trabalho e negócios: caiu para 4,46 ante 4,81.

“Quando as jurisdições aumentam os impostos e as regulamentações, o povo se torna menos livre economicamente, o que significa um crescimento econômico mais lento e menos investimento”, disse Fred McMahon, presidente de pesquisa do Dr. Michael A. Walker em liberdade econômica no Fraser Institute.

Hong Kong e Cingapura novamente encabeçam o índice, continuando sua série como 1º e 2º respectivamente, enquanto a Suíça, Nova Zelândia, Dinamarca, Austrália, Estados Unidos, Estônia, Ilhas Maurício e Irlanda completam o top 10.

“Os dados abrangentes mais recentes são de 2020”, disse McMahon. “Hong Kong já está mostrando um declínio na liberdade em 2020 e esperamos que esse declínio continue”.

O relatório, lançado em 1996, mede a liberdade econômica – a capacidade dos indivíduos de tomar suas próprias decisões econômicas – analisando vários indicadores, incluindo regulamentação, tamanho do governo, direitos de propriedade, gastos governamentais e impostos. O relatório do ano, baseado em dados de 2020 (os mais recentes disponíveis), também captura o efeito das restrições relacionadas à covid-19.

Os 10 países mais baixos são a República Democrática do Congo, Argélia, República do Congo, Irã, Líbia, Argentina, República Árabe da Síria, Zimbábue, Sudão e Venezuela. (Países despóticos como a Coréia do Norte e Cuba não podem ser classificados devido à falta de dados).

As classificações de outros países importantes incluem Japão (12º), Canadá (14º), Alemanha (24º), Itália (43º), França (54º), México (65º), Índia (90º), Rússia (94º), Brasil (114º) e China (116º).

De acordo com pesquisas realizadas em revistas acadêmicas de primeira linha, as pessoas que vivem em países com altos níveis de liberdade econômica desfrutam de maior prosperidade, mais liberdades políticas e civis, e vidas mais longas. Por exemplo, os países do quartil superior de liberdade econômica tinham um PIB per capita médio de US$48.251 em 2020, comparado com US$6.542 para os países do quartil inferior.

As taxas de pobreza são mais baixas. No quartil superior, 2,02% da população experimentou pobreza extrema (US$1,90 por dia) em comparação com 31,45% no quartil inferior.

Finalmente, a expectativa de vida é de 80,4 anos no quartil superior dos países, em comparação com 66,0 anos no quartil inferior.

“Onde as pessoas são livres para buscar suas próprias oportunidades e fazer suas próprias escolhas, elas levam vidas mais prósperas, mais felizes e mais saudáveis”, disse McMahon.

O estudo Economic Freedom of the World foi produzido em cooperação com a Economic Freedom Network, um grupo de institutos independentes de pesquisa e educação em quase 100 países e territórios. O relatório deste ano foi preparado por James Gwartney, da Florida State University; Robert Lawson e Ryan Murphy, da Southern Methodist University; e Joshua Hall, da West Virginia University.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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