Empréstimo pessoal: saiba como agir caso peçam créditos em seu nome

Empréstimo pessoal: saiba como agir caso peçam créditos em seu nome

Os furtos de celulares são comuns no Brasil e principalmente em São Paulo, maior cidade do país. De acordo com a Civi – empresa pioneira em informação na área de segurança que emite avisos e alertas para moradores da cidade de São Paulo – só na capital foram 2.519 furtos de celulares até agosto deste ano, quase três vezes mais que em 2021. Dado que evidencia hoje uma das grandes preocupações que os moradores da cidade têm quando o assunto é falta de segurança e medo de andar pela cidade, ser roubado e ter informações pessoais e bancárias expostas ou usadas indevidamente.

Quando os aparelhos não têm bloqueio de tela, o criminoso tem acesso às contas bancárias da vítima, podendo, inclusive, pedir empréstimos de altos valores. Além da interceptação de dados por meio desses dispositivos, há outras fraudes envolvendo pedidos de crédito. No Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior do país, houve 5,8 mil acórdãos de segunda instância no primeiro semestre deste ano, envolvendo fraudes em empréstimos. Em 2021, foram 5,9 mil no ano todo.

“São casos cada vez mais comuns e há diversas formas de um estelionatário conseguir solicitar um empréstimo em nome de outra pessoa. Quando isso acontecer, o mais indicado é registrar um boletim de ocorrência imediatamente e, se for possível ter acesso a uma cópia da solicitação do empréstimo, incluí-la no B.O. Depois, vem a parte burocrática: falar com o credor. É necessário ter uma cópia do registro de ocorrência e sugiro o cuidado de anotar todos os protocolos de atendimento, além do nome dos atendentes”, orienta Túlio Matos, sócio-fundador da iCred, fintech que facilita o acesso ao empréstimo pessoal.

O executivo explica que o comum é a financeira ou o banco credor pedirem um prazo para analisar a documentação e as informações passadas pelo solicitante. Contudo, ele alerta que esse prazo precisa ser claro, de quantos dias serão. Se ele se alongar, Túlio sugere ir à agência física da instituição, caso ela exista, para falar diretamente com a gerência. Se não for possível, o ideal é acionar um advogado para que o empréstimo seja suspenso.

“A pessoa que tiver sido assaltada ou furtada estará estressada e com muitos problemas para resolver, mas é importante que ela fique alerta para não cair em golpes. Como a maior parte das conversas hoje acontecem pelo WhatsApp, outro risco possível é que, depois de comprar um novo aparelho, a vítima seja chamada pelo ladrão no aplicativo de mensagens, se passando por funcionário do banco, pedindo senha ou documentos. Nunca se deve passar nada a desconhecidos”, finaliza o executivo.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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