Oi busca soluções para reestruturação financeira após término da recuperação judicial

Oi busca soluções para reestruturação financeira após término da recuperação judicial

Recuperação extrajudicial pode ser alternativa viável para a empresa

Após o encerramento da recuperação judicial, a Oi está buscando novas soluções para continuar sua reestruturação financeira e enfrentar os desafios do mercado. A opção pela recuperação extrajudicial pode ser uma alternativa viável para a empresa, uma vez que permite a negociação direta com os credores sem a necessidade de intervenção judicial.

A proposta surge após a Justiça encerrar a recuperação judicial da operadora no final de 2022. A recuperação extrajudicial é um acordo estabelecido diretamente entre a empresa devedora e seus credores, para facilitar o pagamento de dívidas pendentes, sem a obrigatoriedade de aprovação judicial. Para Juliana Biolchi, diretora da Biolchi Empresarial, empresa especializada nesse tipo de recuperação pode ser uma saída viável para a empresa.

“Ela oferece vantagens que, em processos complexos como a recuperação judicial, não são possíveis. Contudo, é preciso avaliar as condições e particularidades da empresa para decidir qual é a melhor opção”, afirmou a executiva.

A Oi entrou com pedido de recuperação judicial em 2016, devendo R$ 65,38 bilhões. Após seis anos de processo, a dívida bruta da empresa caiu para R$ 21,92 bilhões. Em 2017, os credores aprovaram um plano de recuperação que reduziu os passivos em 40% por meio da conversão de dívidas em participação acionária. Credores que não foram pagos durante o processo ainda podem recorrer aos seus direitos.

“O Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE) informa que cada vez mais empresas estão optando por recorrer à recuperação extrajudicial como uma forma mais ágil e simplificada de solucionar problemas financeiros”, declarou Biolchi.

O próximo passo na reestruturação da Oi deverá ser decidido em um período de seis a oito semanas, segundo uma fonte envolvida no processo. A opção pela recuperação extrajudicial pode ser considerada como uma opção. “Vale lembrar que o devedor pode pedir a homologação de plano de recuperação extrajudicial depois de passados dois anos de obtenção da recuperação judicial”, enfatiza a especialista.

De acordo com os dados do OBRE, as maiores recuperações extrajudiciais do Brasil nos últimos anos foram: em 2021, uma empresa de agronegócio no Mato Grosso com R$ 666.533.788,16, uma empresa de serviço em Minas Gerais com R$ 643.478.937,29 e uma empresa de serviço em São Paulo com R$ 142.456.237,38; e em 2022, uma empresa de serviço no Rio de Janeiro com R$ 14.609.698.442,82, uma empresa de serviço em Minas Gerais com R$ 2.358.784.316,04 e uma empresa de serviço no Rio Grande do Sul com R$ 785.891.716,66.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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