Reputação da marca e a confiabilidade fazem parte do papel do Conselho Administrativo?

Reputação da marca e a confiabilidade fazem parte do papel do Conselho Administrativo?

Com o recente caso da crise das Americanas, com as inconsistências contábeis com um rombo de 20 bilhões, veio à tona a discussão do papel do Conselho Administrativo. No caso das Americanas em específico o Conselho é formado por sete integrantes, sendo quatro acionistas e três empresários independentes.

É notório que o Conselho Administrativo de qualquer empresa tem, entre muitas das suas atribuições, supervisionar as ações da diretoria administrativa, como também aprovar as demonstrações financeiras, relatórios de auditoria e cabe também, decidir se uma prática contábil, que não é usual, envolve risco de transparência.

Para Elismar Alvares, professora e criadora de duas importantes soluções educacionais da Fundação Dom Cabral, o PDA (Parceria para o Desenvolvimento do Acionista) e o PDC (Programa de Desenvolvimento dos Conselhos), a função do Conselho Administrativo mudou significativamente nos últimos anos. “Os padrões de exigência de currículo, experiência mudou substancialmente e hoje a preocupação é muito grande com a questão da complementaridade do Conselho, bem como da diversidade”, explica.

“As organizações hoje exigem conselhos preparados e com competências técnicas que a empresa precisa. Isso no passado não era uma preocupação”, avalia Elismar. O trabalho do conselheiro pode ser comparado a de um mentor, e o exercício desses mentores na empresa é importante para a reputação da marca e a confiabilidade junto a acionistas e futuros investidores. “Devemos ter em mente que formas de checks and balances (freios e contrapesos, para controle) são sinônimo de segurança para os acionistas e futuros investidores na hora de fazer aportes financeiros necessários para alavancar o negócio”, pontua o diretor geral da JValerio Gestão e Desenvolvimento, Clodoaldo Oliveira.

Cenários incertos provocam mudanças abruptas e constantes e cabe às empresas se adaptarem com agilidade a todas elas para manterem a produtividade e a competitividade. E é no ajuste de todas essas dificuldades que um Conselho de alto impacto deve atuar para que a organização tome decisões acertadas a curto prazo, sem esquecer de traçar estratégias para avançar a longo prazo.

No caso das Americanas em específico, será analisado o papel do conselho de administração, considerando que faz parte da estrutura da Governança Corporativa e inclusive pode ser compreendido como um guardião das boas práticas de governança, que incluem transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. “As decisões do Conselho Administrativo devem influenciar positivamente nas organizações, e os impactos das decisões, devem gerar melhorias para os negócios”, avalia Clodoaldo.

Desafios de um Conselho de Alto Impacto

Debater a governança, engajar os colaboradores e a cadeia de valor do sistema, além de criar uma agenda de inovação, são temas que devem estar no radar dos Conselheiros da atualidade. E para ajudá-los a aprofundar seus conhecimentos para que possam, efetivamente, ajudar a mudar a realidade das organizações, a Fundação Dom Cabral e a JValerio o PDC – Programa de Desenvolvimento de Conselheiros.

O programa atua na formação do Conselheiro para a função e promove a compreensão sobre as responsabilidades do cargo. Proporciona também a reflexão profunda e desenvolvimento de uma base sólida de fundamentos, sem perder a articulação com a aplicação prática. A metodologia utilizada é a do Board Case: simulação prática e instigante das etapas de preparação e execução de uma reunião do Conselho de Administração. Outro diferencial do programa é a certificação para Conselheiro.

“Trabalhamos não somente as competências do presente, mas também as competências do futuro”, explica Clodoaldo. O PDC dá uma visão completa do que é um Conselho de Administração, desde os fundamentais, aspectos legais até a estratégia a partir da visão do conselho. “Além de abordar temáticas empresariais, não mais da visão executiva, mas da visão de quem ocupa uma posição no Conselho Administrativo”, complementa. Clodoaldo finaliza pontuando que conselheiros superficiais não faz parte dos novos tempos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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