Viver em comunidade pode salvar a sua vida profissional

Viver em comunidade pode salvar a sua vida profissional

As empresas não cansam de criar ambiente hostil e competitivo entre os colaboradores, e isso pode ser o fim das conquistas mais valorosas para os negócios. E, geralmente, desconsideram os estudos que apontam que as pessoas que trabalham bem em grupo cooperam para uma meta maior do que a pessoal.

Segundo, Luiz Gaziri, especialista em comportamento humano no ambiente de negócios, diferentemente das outras espécies, o homem não favorece apenas seus familiares, e no mundo das empresas, isso é observado a partir do que chamamos de sistemas de responsabilidades. Quando existe alguém que se destaca, ajuda o próximo e gera confiança, ele, com certeza, ganhará o respeito dos que estão ao seu redor, aproveitando de todos os frutos do grupo.

Gaziri traz estudos realizados pelos cientistas Karl Sigmund (Universidade de Viena) e Martin Nowak (Harward), que mostram os trapaceiros e pessoas que estão preocupadas apenas com o crescimento pessoal, como indivíduos fadados à extinção dentro de uma empresa.

A pesquisa realizada pelos cientistas Sigmund e Nowak foi a feita partir de milhões de combinações entre os relacionamentos de colaboradores cooperativos e trapaceiros, e, segundo o especialista, as conclusões sobre as melhores estratégias para manter um grupo de não familiares vivo são as seguintes:

– Sempre começar uma relação cooperando.

– Continuar cooperando com uma pessoa depois dela cooperar com você.

– Trapacear a outra pessoa somente após ela ter te trapaceado duas vezes seguidas. Neste caso, a explicação por esperar duas vezes é que em muitas ocasiões, uma pessoa trapaceia por engano ou o comportamento da outra pessoa pode ter sido interpretado por você de forma errada.

– Se após a sua retribuição da trapaça, descrita no item 3, a outra parte continuar trapaceando, imite o comportamento dela. No entanto, depois de uma sequência de momentos não cooperativos, tente cooperar de novo. Na maioria das oportunidades, o comportamento altruísta retorna.

“Lembre-se que na maioria das nossas relações, não “negociamos” apenas uma vez com as pessoas, portanto, mesmo que a trapaça seja o movimento que te traga o maior lucro instantâneo, no longo prazo ela fará com que outros indivíduos evitem se relacionar com você, o levando a miséria, ou pior, à morte profissional, destaca Luiz Gaziri.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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