Brasil suspende temporariamente exportações de carne para a China

Ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro afirma que a chance de ser um caso atípico é grande

O Brasil suspendeu temporariamente as exportações de carne para China, o Ministério da Agricultura confirmou um caso atípico do mal da vaca louca no Pará, tudo indica que este é um caso isolado mas o ministério agiu de forma preventiva.

A suspensão das exportações seguiu um protocolo firmado entre os dois países em 2015,  o acordo estabelece um auto embargo nas vendas quando uma nova ocorrência da vaca louca é identificada, mas as expectativas é que as exportações sejam retomadas um mês antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a China, os chineses são os maiores compradores de carne bovina brasileira.

Segundo o ministro da agricultura Carlos Fávaro, é grande a chance do caso ser atípico, quando o animal desenvolve a doença num processo degenerativo comum, em bovinos mais velhos, casos atípicos não trariam risco de disseminação no rebanho ou de transmissão ao ser humano. Mas ainda é preciso esperar a confirmação de um exame realizado em um laboratório no Canadá. O animal infectado no Pará foi abatido e incinerado.

Essa suspensão provisória pode afetar a importação de carne para o gigante asiático, que tem sido o principal mercado de comprador da carne brasileira. O Brasil ampliou sua presença na Ásia em 2022 e consolidou a China como principal destino da carne bovina brasileira. “O comércio exterior é movido pela lei da oferta e da demanda. Temos uma diminuição na demanda para esse tipo de carne nos países ocidentais, mas um avanço significativo no mercado asiático”, explica Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada em comércio exterior.

Em 2021, o Brasil deixoui de exportar a carne para a China por mais de cem dias, na época o Brasil havia comunicado dois casos atípicos da doença registrados em Mato Grosso e Minas Gerais. No ano passado as exportações de carne registraram alta de 42% em relação ao ano anterior.

O cenário da carne bovina no mundo tem apresentado aumento na importação e diminuição do consumo do alimento em território nacional, principalmente devido ao preço do produto. Segundo Fábio Pizzamiglio, “o preço da carne bovina é uma questão complexa que envolve fatores como a oferta e a demanda, o custo de produção, as políticas de comércio exterior de cada país, entre outros fatores”. Além disso, o especialista aponta que na América Latina,há uma forte relação entre o alto preço da carne e a exportação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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