Empreendedores dão dicas de como colocar em prática o planejamento feito para 2023

Empreendedores dão dicas de como colocar em prática o planejamento feito para 2023

Segundo o IBGE, 48% das empresas brasileiras fecham em até três anos. Entre os principais motivos, está a falta de planejamento e clareza dos objetivos do negócio. Se você, empreendedor, já tem claro os objetivos que devem impulsionar o crescimento que estimou para o seu negócio em 2023, as dicas de empreendedores que já passaram por essa jornada podem te ajudar a colocá-las em prática e tornar a jornada menos solitária.
Reunimos alguns empreendedores que estão sendo bem-sucedidos nas empreitadas para listar algumas dicas de quatro temas que são essenciais para o crescimento de qualquer negócio, independente da área de atuação. Entre elas, clareza estratégica, presença em redes sociais, networking e expansão. Confira:
Construir um networking de resultados

Parte fundamental de todo negócio, o networking pode ser resumido em construir uma “rede de contatos”, relacionamentos com mentores, empreendedores e especialistas da sua área que podem te ajudar a alcançar os objetivos do seu negócio. Se aproximar de pessoas da área é benéfico para qualquer empreendedor, afinal, em alguns casos pode ajudar a visualizar e ultrapassar desafios de uma forma muito mais fácil, mas alguns empreendedores ainda encontram dificuldades para fazê-lo. A fashiontech Linus, marca criadora da primeira sandália vegana de plástico nacional, sabe usar bem essa ferramenta com a criação de collabs com marcas que possuem os meus pilares da empresa e prezam pela sustentabilidade de seus produtos.

“Ter essa troca com outros empreendedores e empreendedoras, principalmente no início de uma empresa, faz total diferença. Uma boa forma de construir esse networking é ter claras as metas do negócio e os pilares que o sustentam. No nosso caso, é a sustentabilidade, mas me interessa a conexão com empreendedores da área de bens de consumo, no geral, e que tenham em sua história algum ponto de sinergia com a nossa. Então, quando penso em construir networking, isso me ajuda a definir quais pessoas quero me aproximar. É importante ter em mente que networking é uma via de mão dupla – da mesma forma que você está buscando ajuda, você tem que estar disponível para a outra parte, precisa ser uma troca genuína. Outro meio bacana pelo qual construo minha rede de relacionamentos é investindo parte do meu tempo para me relacionar com founders. Gosto de almoçar e tomar café com essas pessoas, realmente invisto parte da minha agenda nisso, além de ter mentores e ser mentora de alguns grupos de empreendedorismo, principalmente feminino. Mas, a dica de ouro na minha opinião para quem está muito no início da jornada de construção da sua rede é: ajeite o seu Linkedin e dê a cara a tapa. Mande mensagem para quem você admira e tente marcar um café, mesmo que virtual – até porque, o não você já tem”, ressalta Isabela Chusid, CEO e fundadora da Linus.

Ter uma marca forte nas redes sociais

Ter uma forte presença online significa aumentar de forma exponencial a exposição da sua marca para seus públicos-alvo. Hoje, ter uma marca forte online vai muito além de ter um website, é necessário estar nas redes sociais de forma frequente, com conteúdos que engajem e estimulem a compra, mas que também crie fãs da marca. O impacto das redes sociais nas vendas é tanto que um fenômeno ganhou até uma trend chamada o “TikTok me fez comprar” (Em inglês: TikTok made me buy it), na qual os usuários contam o que já compraram após assistirem reviews na plataforma.

Se você entendeu que reforçar a presença da sua marca nas redes sociais é o que pode impulsionar o crescimento do negócio, aqui vão algumas dicas da CEO da Macchi, joalheria moderna que alcançou meio milhão de seguidores no TikTok, com vídeos que chegam a quase 7M de visualizações. “Defina primeiro quais serão as redes sociais que você irá postar e com qual frequência. Tendo isso claro, o próximo passo é separar suas ideias por temas, como por exemplo: apresentar a marca para o público, falar dos pilares da empresa, mostrar o produto ou serviço, falar das características dele e dar dicas de como usar, são algumas formas de interagir com o seu público e gerar mais engajamento. E o mais importante é ter constância e testar o formato ou conteúdo que mais vai funcionar para você”, conta Aline Djanikian, CEO e cofundadora da marca.

Entender e colocar em prática as metas do negócio

Nesse momento de início do ano, é fundamental separar um tempo para olhar para o negócio de forma mais estratégica, tendo uma visão do ano como um todo e o que deve ser feito para alcançar os objetivos.

O CEO e fundador da Lastro, startup que tem como objetivo agregar tecnologia, eficiência e transparência às relações imobiliárias, recomenda a divisão dessa análise em 3 etapas: análise do ano anterior; objetivos do ano que se inicia e primeiros passos, que já podem ser executados agora, para chegar lá. “Separar os objetivos em etapas torna o processo mais claro, ajuda a estabelecer prioridades e acompanha o andamento dos resultados”, afirma Allan Paladino, CEO da Lastro.

“Na primeira fase, gosto de pensar em quais foram as maiores conquistas e as principais dificuldades do ano anterior e refletir sobre suas principais causas; o objetivo aqui é aprender com a nossa própria jornada e conhecer melhor as forças e fraquezas do negócio atual. A segunda etapa é pensar nos objetivos do ano: onde quero que a empresa esteja em dezembro de 2023 e quais são as principais “alavancas” que posso acionar para chegar lá? Por exemplo: preciso aumentar o time de vendas, tornar mais eficiente certas partes da operação ou melhorar o controle financeiro do fluxo de caixa. Por fim, é importante já ter em mente as ações que devem ser tomadas hoje para começar a colocar o plano em prática, do contrário ele vira apenas um exercício teórico, que provavelmente logo será esquecido: começar a agir rapidamente é ótimo para criar ‘momento’ e garantir que as coisas saiam do papel”, finaliza.

Expansão do negócio para o ambiente físico

Os empreendedores que decidem criar um negócio, atualmente começam no ambiente digital. Abrir um e-commerce demanda muito menos tempo, investimento e planejamento que um ponto físico. Apesar disso, em alguns setores, é natural que os consumidores queiram ter uma experiência física: experimentar os produtos. Se está nas suas metas a expansão da marca nativa digital para o mundo físico, é necessário ter claro o planejamento necessário para isso.

Com duas lojas na capital paulista, uma no JK Iguatemi e outra na Alameda Lorena, a Ava Intimates, marca que tem o conforto, estilo e exclusividade como pilares na criação de pijamas e lingeries, passou por essa jornada e vivenciou alguns desafios que se transformaram em dicas.

“O empreendedor ou empreendedora que deseja investir em um ponto físico precisa primeiro entender se o público dele realmente quer ter essa experiência, o produto vendido é algo que o público valoriza ter uma experiência física? Faz diferença tocar, vestir ou experimentar? Ou para esse público o importante é receber logo em casa? Com isso definido, é importante lembrar também que abrir uma loja física demanda uma análise de ponto ideal, a premissa é onde está o seu público? Tendo isso claro, os desafios então são a escolha do espaço, aluguel, quadro de colaboradores, necessidade de obras e organização de estoque, tudo isso envolve também um planejamento financeiro. Além, claro, de saber que o ambiente precisa fazer jus a marca, com ambientes que tornem aquela experiência única, ao ponto do cliente querer estar e voltar na loja. Os consumidores querem ter na loja física uma experiência melhor que no online, é preciso estar atento aos detalhes”, reforça Letícia Correia, CEO e fundadora da Ava Intimates.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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