Rede de farmácias inova com projeto de preservação ambiental e assistência social

Projeto inovador transforma lonas usadas de materiais de comunicação em brindes personalizados, gerando renda para pessoas em situação de vulnerabilidade
Com foco em boas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), a Nissei desenvolveu um projeto para reaproveitar resíduos potencialmente poluentes da rede de farmácias. O Projeto ECOA Nissei faz a reutilização de materiais antigos de comunicação das lojas, como lonas de frontlights, topsights, outdoors e banners, os quais são transformados em produtos como ecobags, necessaires e estojos. Para confecção das peças, a empresa selecionou um atelier social, formado por profissionais do projeto Supera da Unilehu (Universidade Livre para Eficiência Humana), que treina e oferece oportunidade de trabalho para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Além de promover a sustentabilidade, os investimentos feitos pelas Farmácias Nissei geram renda e impulsionam a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho. Por meio de ensino técnico em corte e costura, os alunos da Unilehu recebem uma bolsa que têm os rendimentos aumentados à medida que conseguem evoluir nos conhecimentos técnicos da profissão.
“O Projeto ECOA aborda temas extremamente relevantes para a sociedade e para a Nissei como empresa, como a sustentabilidade. Além de realizarmos a destinação correta dos materiais que produzimos para as nossas campanhas, ficamos contentes em exercer um papel social importante na transformação da vida dessas pessoas, proporcionando a elas uma profissão, renda e segurança”, explica o CEO da Nissei, Alexandre Maeoka.
Preservação Ambiental
O primeiro lote de lonas em desuso foi encaminhado pela Nissei em agosto de 2022. Ao todo, foram reaproveitados 256 banners, que resultaram na confecção de 523 ecobags, 700 necessaires e 687 estojos. A projeção é de que em um ano sejam reaproveitadas três toneladas de lonas, que antes seriam descartadas no lixo, e agora serão revertidas em novos brindes para clientes e colaboradores da rede de farmácias, gerando impacto consistente na preservação ambiental, além de mais empregos e renda para os alunos do projeto social.
As lonas destinadas aos alunos da Unilehu possuem trama de poliéster e são revestidas por camadas de PVC, ambos os materiais não são biodegradáveis. O poliéster é uma fibra sintética que pode levar até 400 anos para se decompor completamente, já o PVC é um plástico com tempo de decomposição entre 200 a 600 anos. Ou seja, se os materiais não fossem reaproveitados, levariam centenas de anos para deixarem de existir no planeta.
Projeto ECOA Nissei e Unilehu
A parceria prevê um critério importante, que é a recompra das peças produzidas pela equipe da Unilehu por parte da Nissei. “Às vezes, as empresas apenas destinam os materiais e não se preocupam com o que será feito com isso. Aqui, o modelo social é completo, com a destinação dos produtos, definição do que vai ser feito e recompra. Então, é um modelo de economia circular muito interessante e que gera um impacto social significativo”, aponta Andrea Koppe, presidente da Unilehu.
Na seleção dos estudantes, a Unilehu prioriza pessoas com maior dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. Exemplos são pessoas com deficiência, imigrantes, idosos, mulheres e pessoas que estão em tratamento psiquiátrico.
“São pessoas para quem o ingresso no mercado de trabalho seria difícil por diversos motivos, como o fato de não apresentarem condições psicossociais, habilidades técnicas avançadas ou até mesmo documentação para serem registradas num emprego. Elas ficam conosco até conseguirem alcançar essas condições técnicas e sociais. Oferecemos uma grande infraestrutura, equipamentos novos e equipe de professores para dar todo suporte, para que elas possam vir aqui e ter a preocupação apenas de aprender e trabalhar”, finaliza Andrea.








