Indústria brasileira desperdiçou R$ 500 bilhões em um ano

Indústria brasileira desperdiçou R$ 500 bilhões em um ano

Número equivale a 5,6% do PIB nacional, perda que poderia ser evitada com processos aprimorados via tecnologia e IA

Imagina desperdiçar R$ 500 bilhões de reais pelo simples fato de não utilizar toda a capacidade dos recursos já existentes em parques industriais? Pode parecer história de pescador, mas o fato é que esse é o montante total que empresas e indústrias desperdiçaram no último ano no Brasil com capacidade oculta de produção.

Um levantamento realizado pela COGTIVE – startup de software para otimização de indústrias -, revelou que 30% das indústrias operam com capacidade abaixo do esperado, especialmente por paradas de linha, má gestão dos processos, baixa performance dos ativos e problemas na alocação da mão de obra.

“Enquanto a capacidade ociosa está relacionada à demanda inferior à capacidade de produção em uma determinada indústria, a capacidade oculta, quando aproveitada, faz com que o que se está produzindo possa ser feito em menos tempo, ou, caso haja demanda, o que se produza naquele tempo possa ter um volume muito maior”, esclarece Reginaldo Ribeiro, CEO & founder da COGTIVE.

Caso o potencial oculto das fábricas fosse explorado, o acréscimo seria de 5,6% no PIB brasileiro, com um grande impacto na economia e até mesmo mais ofertas de trabalho, renda e aquecimento de investimentos vindos do exterior.

Para entender melhor esse número, o levantamento mostra que, na indústria de alimentos e bebida, ocorre 55,32% de capacidade oculta (na casa dos R$ 276 bi); seguida da farmacêutica, com 9% (R$ 45 bi); higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, com 7% (R$ 36 bi); e tintas e vernizes, com 0,54% (R$ 3 bi).

Segundo Ribeiro, sistemas que permitem mapear essa capacidade escondida podem ajudar a evitar essas perdas, colaborando para a definição de estratégias assertivas de combate à ociosidade. Entre eles está o da Cogtive, por exemplo, que oferece um SaaS (Software as a Service) com indicadores dos equipamentos em tempo real, uma virtualização do fluxo de produção (kanban digital de produtividade) que acompanha todos os processos de cada fase e de cada equipamento, além da I.A. TÆLOR, que fornece insights para solucionar problemas antes que se tornem relevantes. Somados, esses atributos revelam a capacidade real de produtividade no chão de fábrica e mudam a maneira como as lideranças enxergam a linha de produção.

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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