Terceirização: saiba como contratar a solução sem danificar sua imagem

Terceirização: saiba como contratar a solução sem danificar sua imagem

Notícias envolvendo produção de vinhos utilizando trabalho análogo à escravidão em algumas vinícolas brasileiras repercutiu nos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo. Após diversas acusações, estas empresas redirecionaram a responsabilidade pela situação para empresas terceirizadas tentando se esquivar das acusações. Independente dos culpados pela situação, o dano à imagem das vinícolas, já estava feito.

O alerta é bem claro: tome cuidado ao contratar uma terceirizada, afinal é a sua empresa que pode aparecer em páginas policiais e não nas empresariais:

“A terceirização de atividades evoluiu muito nos últimos anos. Com a reforma trabalhista, a terceirização passou a ter um escopo mais amplo, possibilitando terceirizar inclusive a atividade fim. Na prática, tudo pode ser terceirizado, desde que não seja regulado por alguma lei específica” alerta Renato Pádua, Gerente Comercial da RH NOSSA.

Cuidados para contratar uma boa terceirizada

A primeira ação que os gestores precisam atentar quando procuram uma terceirizada é pesquisar empresas que tenham todos os registros legais e autorizações. O contratante precisa encontrar uma empresa ativa no mercado, que execute esta prestação há alguns anos, conseguindo oferecer sustentação e musculatura para as empresas:

“Para trabalhar com mão de obra terceirizada é necessário responsabilidade e competência. É um serviço complexo que deve reduzir eventuais problemas e trazer soluções e não gerar danos para a imagem da contratante”.

Para evitar que uma empresa terceirize seus serviços e corra o risco de ter seu nome vinculado com ações antiéticas, criando situações parecidas com a que envolveu o nome de algumas vinícolas com práticas equivocadas de trabalho, há mecanismos seguros e capazes de descobrir se o trabalho executado é aceitável:

“Pode ser por uma auditoria independente, uma pesquisa de clima organizacional realizada com colaboradores em algum projeto e via relatórios oficiais de desempenho ou acompanhamento in loco. Caso ainda exista alguma desconfiança, a empresa pode pesquisar em órgãos oficiais para descobrir se a terceirizada já foi acusada e julgada por situações incorretas e antiéticas. Todo cuidado é importante para manter a integridade tanto dos trabalhadores, que estarão envolvidos nas operações, quanto da empresa que contrata a terceirizada.”

Conhecer o que já foi terceirizado

Outro cuidado envolve buscar por empresas que tenham referências, serviços similares ao que se está buscando terceirizar. Cases práticos de como implementar suas soluções, é um sinal positivo. É muito mais prático fazer um benchmarking, visitar operações que já estejam funcionando, para ter referência, criando, assim, consistência na escolha.

“Se a terceirizada se preocupa com esta questão, dificilmente vai entregar um trabalho sem ética que vai repercutir negativamente. Isso engloba trabalhar com engenharia de serviços, tecnologia de ponta e gestão de colaboradores para, efetivamente, melhorar o resultado do que se está confiando para a terceirização.” completa Renato.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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