IBGE prevê safra de 299,7 milhões de toneladas para 2023

IBGE prevê safra de 299,7 milhões de toneladas para 2023
Colheita de trigo. Foto: Orlando Kissner - 2010

Volume é 13,9% maior que a safra de 2022

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar novo recorde em 2023, totalizando 299,7 milhões de toneladas, de acordo com a estimativa de março do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (13) pelo IBGE. O volume é 13,9% maior que a obtida em 2022 (263,2 milhões de toneladas), crescimento de 36,5 milhões de toneladas.

Em relação a fevereiro, a estimativa registrou alta de 0,5% com acréscimo de 1,6 milhão de toneladas. A expectativa é de recorde nas produções de soja e milho.

Já a área a ser colhida deve ser de 76,1 milhões de hectares, crescimento de 3,9% frente à área colhida em 2022, com acréscimo de 2,9 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou um crescimento de 266.717 hectares (0,4%).

“O clima está bom na maioria das Unidades da Federação produtoras, assim como os preços, o que leva o produtor a ampliar a área plantada. Na primeira safra, ele aumenta a produção da soja; na segunda, a do milho. Essa é a segunda maior estimativa e recorde da série histórica. A produção de milho e de soja também são recordes. Mas tivemos um declínio de 1,8% na estimativa de produção do arroz devido a problemas climáticos no Rio Grande do Sul. Também houve declínio na produção de soja e milho no estado, mas que foi compensado pelo aumento da produção no Mato Grosso e no Paraná”, analisa Carlos Barradas, gerente do LSPA.

Trigo cresce 13%

Outro destaque é o aumento de 13% na estimativa de produção do trigo devido ao aumento na estimativa do Paraná, um grande produtor de trigo ao lado do Rio Grande do Sul.

“Devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, dois grandes produtores, está havendo oportunidades para o aumento da produção e das exportações do trigo brasileiro. O Paraná aumentou em 33,2% a estimativa da produção do trigo, devido a um aumento de 14,1% na área e de 16,8% na produtividade”, completa Barradas.

Em relação a fevereiro, os principais acréscimos nas estimativas da produção foram do trigo (13,0%), da cevada (11,7%), do café canephora (2,9%), do tomate (2,4%), da soja (1,5%), do algodão herbáceo (em caroço) (1,4%), do feijão 1ª safra (0,3%) e da aveia (0,1%).

Por outro lado, foram registrados declínios nas estimativas da produção do milho 1ª safra (-2,8%), do fumo (-1,8%), do arroz em casca (-1,8%), do feijão 2ª safra (-1,3%), do milho 2ª safra (-0,9%), da uva (-0,7%), do café arábica (-0,3%) e do feijão 3ª safra (-0,1%).

A produção agrícola do Rio Grande do Sul tem sofrido os efeitos do fenômeno La Niña, com uma forte estiagem, o que levou à redução de sua estimativa de produção no mês para o estado.

“No ano passado a seca no Rio Grande do Sul foi ainda mais grave. Este ano vem ocorrendo uma recuperação, apesar do clima. O Estado é nosso terceiro maior produtor de grãos”, explica Barradas.

Com 30,9% de participação, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (15,7%), Rio Grande do Sul (10,2%), Goiás (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 80,2% do total. Com relação às participações das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (48,7%), Sul (28,1%), Sudeste (9,4%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,1%).

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso (4.118.190 t), no Paraná (1.834.444 t), em Rondônia (237.510 t), no Maranhão (34.501 t), no Ceará (9.953 t), no Espírito Santo (3.566 t) e no Amapá (1.180 t). A principal variação negativa ocorreu no Rio Grande do Sul (-4.616.815 t).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para cinco grandes regiões: Sul (28,4%), Centro-Oeste (11,6%), Sudeste (1,0%), Norte (12,9%) e Nordeste (2,5%). Quanto à variação mensal, apresentou aumento a Região Nordeste (0,2%); a Região Norte (1,6%), e a Região Centro-Oeste (2,9%). Houve estabilidade na Região Sudeste e declínio na Região Sul (-3,2%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *