Novo programa Minha Casa, Minha Vida exige novas estratégias de mercado por parte das incorporadoras

Novo programa Minha Casa, Minha Vida exige novas estratégias de mercado por parte das incorporadoras

Setor da construção vive onda de otimismo

Após um período de notável crescimento em 2021 e 2022, impulsionado pelo boom na construção civil durante a pandemia do coronavírus, o mercado continuará crescendo em 2023, porém, de forma mais moderada. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), é esperado um crescimento de 2,5% no Brasil para este ano. Só no primeiro semestre, o segmento foi responsável por 17% de todos os empregos gerados no país, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Ainda no ritmo da retomada, o setor vive uma onda de otimismo com as mudanças anunciadas recentemente para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que passou a adotar novos patamares de juros, subsídio e teto para valores dos imóveis que podem ser financiados.

Dentre as mudanças, destacam-se três novidades principais. O limite máximo de valor do imóvel foi elevado para R$ 350 mil. Além disso, houve uma redução das taxas de juros para financiamentos destinados a famílias com renda mensal de até R$ 2 mil. Por fim, houve um aumento no valor do subsídio oferecido para a compra de imóveis. A faixa 1 agora possui um limite de renda familiar mensal de R$ 2.640, enquanto a faixa 3 se estende até R$ 8 mil, alcançando também a classe média brasileira.

“Isso representa uma excelente oportunidade para o mercado. No entanto, a mudança traz consigo novos desafios relacionados ao posicionamento, comunicação e estratégias de vendas. Aqueles que não forem capazes de abordar adequadamente esse público correrão o risco de perder valiosas oportunidades de conversão”, analisa João Pedro Agostini Teixeira, diretor da Plot.co, empresa especializada em gestão de ativos imobiliários.

Para ele, o impacto de cada estratégia, seja para a faixa de renda mais baixa, média ou alta, deve ser pensado de maneira personalizada, considerando as demandas específicas de cada grupo. “Além disso, as incorporadoras precisarão desenvolver soluções criativas para garantir a atratividade de seus empreendimentos, oferecendo diferenciais competitivos, como projetos inovadores, qualidade construtiva, sustentabilidade e facilidades de financiamento, ou seja, adotar estratégias de inteligência de mercado”, enumera Teixeira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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