Número de mulheres CEOs cresce no Brasil

Se a pandemia de Covid-19 causou impacto negativo na equidade de gênero no mercado de trabalho mundial, uma recente pesquisa do Panorama Mulheres 2023 do Talenses Group e do Insper aponta que o número de mulheres em cargos de liderança aumentou no Brasil entre 2019 e 2022. Segundo o estudo, o número de CEOs mulheres passou de 13% para 17%, com a expectativa de chegar a 20% no próximo ano.
O estudo revela que, embora a pandemia tenha prejudicado a vida profissional e a maior presença delas no âmbito corporativo, as mulheres que permaneceram alcançaram cargos de liderança importantes. O estudo do Panorama Mulheres 2023 também destaca que, a proporção de mulheres vice-presidentes subiu de 23% em 2019 para 34% em 2022, já o número de conselheiras aumentou de 16% para 21%. Por outro lado, as mulheres em cargos de diretoria se mantiveram em 26%, conforme a pesquisa.
Para Gabriela Schirmer, sócia fundadora do PS&S Advogados, o aumento do número de mulheres em posições de liderança é uma consequência de inúmeros fatores, sendo o principal, a pressão social para que elas assumam cargos de liderança. “Sabemos que desde a entrada das mulheres no mercado de trabalho há uma grande resistência das corporações em nomeá-las para cargos estratégicos, sendo que mesmo com todos os requisitos exigidos, como competência e experiência, a mulher é preterida em relação ao homem para o cargo de CEO, por exemplo”, observa.
O aumento de mulheres CEOs e em outras posições de liderança abre caminho para que a cultura dentro das empresas pense e repense a importância da equidade de gênero e o quanto o sexo não está associado a competência do profissional. “Importante refletirmos que, mesmo com o crescimento de mulheres em cargos de CEO no Brasil, elas ainda são em menor número em relação aos homens e, pesquisas como essas ajudam a abrir os olhos das corporações para que as mulheres ocupem cada vez mais cargos compatíveis com as suas habilidades”, destaca Gabriela.
Desafios
Muitos são os desafios que as mulheres enfrentam ao longo da sua jornada profissional para conquistar um cargo de liderança, sendo o principal deles o fato de ser mulher e conquistar junto aos seus liderados – em sua maioria homens – respeito e prestígio.
“Uma mulher que ocupa um cargo de chefia precisa estar a todo momento se “descaracterizando” do seu feminino, visando o respeito dos seus liderados e stakeholders, o que fere diretamente a sua individualidade como ser humano”, avalia Gabriela.
Benefícios
A ampla diversidade dentro das empresas promove grandes benefícios que são diretamente comprovados nos resultados finais da empresa.
“Hoje, a diversidade de gênero é uma medida obrigatória para a sobrevivência de qualquer empresa. Não existe nenhuma corporação que tenha domínio pleno daquilo que oferta, precisando de colaboradores que possam ajudá-la a chegar em diferentes públicos com diferentes mensagens, ou seja, diversidade falando para a diversidade”, finaliza Gabriela.









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