Após 13 pregões de queda, Bolsa tem a primeira alta de agosto

Após 13 pregões de queda, Bolsa tem a primeira alta de agosto

Dólar cai 0,27% e é cotado para venda a R$ 4,968

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (18) em alta de 0,37%, aos 115.408 pontos, depois de registrar 13 pregões consecutivos de baixa, na maior sequência de quedas da sua história.  Na semana, o índice acumulou variação negativa de 2,25% e em agosto a queda é de 5,36%.

A sexta-feira foi de pouca movimentação nos mercados. O volume negociado na Bolsa brasileira foi baixo, de R$ 21,9 bilhões. Em Nova York, os índices tiveram poucas variações, com o Dow Jones subindo 0,07% e o S&P 500 e o Nasdaq caindo, respectivamente, 0,01% e 0,20%.

O último boletim Focus apontou a manutenção da estimativa de 4,84% para a inflação ao fim deste ano. Para 2024, aconteceu uma leve queda na projeção, de 3,88% para 3,86%, e por enquanto ainda estão mantidas as estimativas para 2025 e 2026, em 3,5% em ambos os anos. Na avaliação do especialista Luiz Felipe Bazzo, CEO do transferbank, essa revisão pode fazer a Bolsa repensar e cogitar a ideia de que as metas estipuladas para os anos de 2023 e 2024 podem não ser alcançadas.

O fechamento da semana gerou ainda mais incerteza pela falta de indicadores relevantes. “Esses fatores combinados levaram o mercado a operar ainda mais pressionado pela aversão ao risco na tomada de decisões, de olho nos mercados financeiros internacionais, enquanto os investidores vivem a expectativa de como será a reação ao anúncio de novos ministros antes da viagem do presidente Lula para reunião da cúpula dos Brics na África do Sul, sem contar o impasse da tramitação de pautas econômicas no Congresso e as falas de Haddad sobre uma ala do mercado financeiro já esperar um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros”, destaca Bazzo.

Dólar

A volatilidade do câmbio aconteceu até o fim desta semana, com o dólar até mesmo chegando a superar a faixa de R$ 5,00, um fato que não acontecia desde 2 de junho, e voltou a apresentar queda globalmente, com todas as atenções voltadas para a taxa de juros nos Estados Unidos. A queda da Selic pode deixar real mais dependente de questão fiscal e exterior.

No fechamento, o dólar comercial caiu 0,27%, cotado a R$ 4,967 na compra e a R$ 4,968 na venda. Na semana houve alta de 1,3%.

A taxa de juros americana continua elevada para o padrão histórico, e e um dos principais fatores da valorização do real frente ao dólar é uma operação em que os investidores pegam emprestado em lugares com juros baixos e aplicam em outros mercados em busca de rendimento de juros.

Os juros brasileiros, sob a ótica de retorno, são maiores do que os americanos. “, Sigo acreditando que um cenário de corte de juros nos EUA possa pressionar o dólar para baixo, especialmente com a melhora no cenário fiscal no Brasil e como reflexo positivo do fechamento de balanço das companhias, conclui o CEO do transferbank.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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