Mercado avalia como positivo estudo da CVM que aproxima fundos de investimento brasileiros dos padrões internacionais

Mercado avalia como positivo estudo da CVM que aproxima fundos de investimento brasileiros dos padrões internacionais

O estudo recente lançado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)  relacionado à Análise do Regime Informacional aplicado aos Fundos de Investimento regidos pela Instrução CVM 555 (Atual Resolução CVM 175, que regulamenta o setor), deve aproximar ainda mais a indústria a brasileira de fundos dos padrões internacionais. A opinião é da advogada Ieda Silva Queiroz, especialista em Direito Societário do CSA Advogados.

O estudo veio na mesma linha dos fundamentos que geraram a edição da Resolução 175 (Marco Regulatório dos Fundos de Investimentos), e é mais um passo no sentido de simplificar e padronizar as informações a serem publicadas e disponibilizadas aos cotistas, além de reduzir custos relacionados ao cumprimento regulatório”, afirma a advogada, que atua no setor.

O estudo, elaborado pela Assessoria de Análise Econômica, Gestão de Riscos e Integridade (ASA) da CVM, foi lançamento no dia 14 de agosto de 2023. A ideia é que ele ofereça subsídios para que todas as partes envolvidas no processo regulatório dos Fundos de Investimentos regidos pela CVM 175 possam discutir, de forma qualificada e numa futura audiência pública, mudanças que possam refletir em ajustes da regulamentação, com simplificação e uniformização de informação, com otimização do uso dos recursos no cumprimento regulatório, sem que isso signifique em déficit de informação para os cotistas. É esperado que as discussões que aconteçam na audiência pública sejam refletidas na regulamentação, de forma a consolidar e padronizar o regime informacional dos fundos de investimentos, como é no Ofício Circular CVM/SSE 7/2023, publicado na mesma data, que ajusta o suplemento de informações aos Fundos de Direitos Creditórios (FIDC).

A especialista explica que a análise feita pela CVM mostra que diversas exigências e informações se repetem nos documentos regulatórioso que acaba gerando uma redundância nos documentos de publicação obrigatória. “Gasta-se mais tempo e mais dinheiro, comparado com modelos internacionais, que não necessariamente correspondem a ganho em transparência ou desempenho”, esclarece.

Para Ieda Silva Queiroz, “Este é mais um passo no sentido de modernizar a indústria nacional de fundos, simplificando e padronizando as informações disponibilizadas aos cotistas e reduzindo custos regulatórios”, opina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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