Vai investir? Saiba como funciona a tributação de investimentos

Vai investir? Saiba como funciona a tributação de investimentos

Crescimento de interesse da população na questão levanta dúvidas sobre impostos das modalidades

CDB’s, fundos de investimento, renda fixa e CDI. Estes são apenas alguns dos tipos de investimento que estão em alta no país atualmente, com o interesse da população de possuir maior rentabilidade quanto ao dinheiro que sobra no fim do mês.

Com mais pessoas investindo, o número de assessores deste segmento também cresceu nos últimos anos, é o que apontam os dados da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbios e Mercadorias.

Em 2019, o país possuía 7,5 mil assessores vinculados a uma instituição financeira, enquanto em 2023, este número chegou a 17,5 mil profissionais e, assim como em quase toda movimentação de dinheiro que é feita no país, os investimentos também são aplicáveis para tributação.

“Sempre deve-se levar em consideração o imposto pago sobre um investimento em sua venda, principalmente o imposto de renda. Um investimento em renda fixa, por exemplo, pode trazer uma taxa de rendibilidade nominal mais baixa do que outros, mas por ter uma isenção de imposto de renda pode valer mais a pena do que um investimento com uma taxa mais alta e com tributação”, explica Tarcísio Tamanini, especialista em direito tributário e sócio-fundador da Wise Tax.

Atualmente, os principais impostos para investimento no Brasil são o imposto de renda e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Na visão de Tarcísio, o percentual arrecadado não representa uma arrecadação significativa para o país. “A tributação do investimento e do crescimento do patrimônio sempre foram fontes de arrecadação em qualquer lugar do mundo. Contudo, para o Brasil de hoje, o percentual arrecadado sobre investimentos não é de extrema relevância, e existe pouca margem para crescimento”, explica.

Como funciona a tributação de rendimentos do exterior?

Dependendo da situação, o brasileiro que residente no exterior pode ter de contribuir, pois rendimentos recebidos de fontes situadas fora do país e os ganhos de capital apurados na transferência de bens e direitos situados no exterior pela pessoa física residente no Brasil estão sujeitos à tributação pelo imposto sobre a renda, assim como rendimentos recebidos e os ganhos de capital apurados no país, por pessoa física não residente no Brasil.

“A tributação para retirar grandes volumes de capital do país, a ponto de prejudicar as contas públicas, é alta. Em uma remessa para o exterior, existe um imposto de renda retido na fonte de 25%, somado ainda ao imposto sobre operações financeira”, esclarece o especialista.

Além disso, no processo inverso, os residentes no Brasil precisam declarar seus bens no exterior, segundo as normas da Receita Federal e, em alguns casos, seus rendimentos podem ser tributados pelo Brasil, mesmo tendo ocorrido no exterior. Contudo, alguns países não têm comunicação ativa e troca de informações fiscais com o Brasil e, por isso, os bens acabam sendo ocultados.

De qualquer maneira, o cidadão que quer investir deve estar ciente de que muito provavelmente contribuirá para a arrecadação de impostos do país, seja qual for a modalidade do investimento, o que pode também modificar o retorno esperado do mesmo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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