Pesquisa revela que 60% dos entrevistados já tiveram serviço bancário negado por conta da pontuação

Pesquisa revela que 60% dos entrevistados já tiveram serviço bancário negado por conta da pontuação
Falta de crédito limita progresso econômico de brasileiros.                                                  Foto/Freepik

Novas soluções que avaliam outros aspectos da vida financeira das pessoas ajudam a ampliar a inclusão

Uma pesquisa divulgada pela 1datapipe, empresa de IA focada em insights e análises de clientes, expôs as limitações das análises tradicionais utilizadas pelas instituições financeiras no Brasil. O resultado mostra acesso inconsistente aos serviços financeiros por parte dos consumidores. De acordo com o levantamento, 60% dos brasileiros já tiveram algum serviço bancário negado quando avaliados pelo score tradicional.
Em uma era de rápido avanço tecnológico, os consumidores têm percebido cada vez mais que as avaliações tradicionais do perfil financeiro utilizadas pelos bancos estão obsoletas. O estudo, realizado entre um grupo diversificado de entrevistados, destaca alguns desafios críticos enfrentados pelos brasileiros.
Entre os entrevistados, 30% já tiveram ao menos um pedido negado quando solicitaram crédito bancário, 28% não conseguiram obter empréstimos e 29% não puderam aumentar o limite de seus cartões de crédito quando requisitaram. Até mesmo a abertura de conta bancária é prejudicada quando a avaliação leva em conta somente o score tradicional. Segundo a pesquisa, 13% das pessoas ouvidas não foram capazes de abrir contas em bancos digitais e 8% em instituições físicas. Além disso, deixaram de ter acesso a outros serviços como financiamentos (11%), investimentos e aplicações (4%), seguros (4%) e previdência privada (3%).
Outro ponto que chama atenção é a confiança nas análises realizadas. 47% dos entrevistados vêem alguma discrepância na análise, como aprovação em uma instituição e em outra não, no mesmo período (26%), ou porque conhece pessoas que tem rendimento semelhante com acesso a serviços melhores ou piores que ele (14%) ou ainda porque tem um limite de crédito muito inferior ou superior ao rendimento (7%).

IA e dados alternativos revolucionam a inclusão financeira

Diante desse cenário, por meio de dados alternativos abrangentes e um banco de dados nacional robusto com 99% de cobertura da população adulta, a 1datapipe oferece pontuações e soluções especificamente adaptadas para populações com pouco ou nenhum serviço bancário. O cálculo analisa o risco de fraude de identidade, o comportamento de crédito e pagamento e a inclusão dos indivíduos sub-bancarizados, que são aqueles que não adquiriram todos os serviços financeiros compatíveis com sua realidade – uma solução pioneira no mercado. A pontuação, um cálculo estatístico que ajuda as empresas a entender o nível de risco na concessão de crédito a um indivíduo com base em seu comportamento, é o indicador mais utilizado atualmente pelas instituições financeiras.
Carey Anderson, CEO & Co-Founder of 1datapipe, destaca as oportunidades criadas pela análise feita por inteligência artificial para a população brasileira. A empresa norte-americana começou a atuar no país desde julho. Segundo a companhia, 70% da população da América Latina não possui acessos adequados a serviços bancários. “Enxergamos a necessidade urgente de uma abordagem mais moderna e abrangente para avaliar os perfis financeiros dos consumidores. Por isso, utilizamos tecnologia de ponta e uma perspectiva mais ampla sobre a saúde financeira dos clientes, transcendendo as limitações da pontuação de crédito tradicional”, comenta.
Para a 1datapipe, a inclusão financeira é mais do que apenas fornecer contas bancárias. Trata-se de dar a indivíduos a capacidade de alcançar seus objetivos monetários e melhorar sua qualidade de vida. “Melhorias na análise de crédito desempenham um papel crucial nesse processo, tornando possível para mais pessoas obterem o crédito de que precisam para prosperar. À medida que a tecnologia avança e a conscientização aumenta, esperamos que a inclusão financeira continue a se expandir, trazendo benefícios significativos para todos”, acrescenta o gestor.
De acordo com o levantamento, a perspectiva para análises de crédito feitas por meio da tecnologia de inteligência artificial é bem vista pelos brasileiros. No total, 74% acredita que ela faria um melhor trabalho do que a análise humana e 73% dizem que os bancos não consideram todos os aspectos da vida financeira do cliente na hora de analisar o crédito e ainda a grande maioria (87%) acredita que os bancos devem investir mais em tecnologia para melhorar seus serviços.
“Procuramos combinar dados de alta qualidade com a tecnologia de IA de última geração, e isso desempenha um papel fundamental para abrir as portas para que os cidadãos brasileiros tenham acesso aos serviços financeiros e produtos de crédito de que precisam para prosperar. À medida que a tecnologia de dados orientados por IA avança e a conscientização aumenta, esperamos que a inclusão financeira continue a se expandir, trazendo benefícios significativos para todos”, encerra Anderson.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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