Consumo nos Lares Brasileiros acumula alta de 2,62% até setembro

Consumo nos Lares Brasileiros acumula alta de 2,62% até setembro

Preço da Cesta Abrasmercado acumula queda de 6,52% no ano

O Consumo nos Lares Brasileiros acumula alta de 2,62% de janeiro a setembro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em setembro, o consumo se manteve no patamar de crescimento do mês anterior (+0,80%), ou seja, setembro x agosto. Na comparação com setembro de 2022, o crescimento é de 1,10%.

O levantamento contempla todos os formatos e canais operados pelos supermercados e os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O consumo se mantém firme e tende a seguir neste ritmo até o final do ano, uma vez que passamos a compará-lo com uma base forte de crescimento. Há de se recordar que foram injetados cerca de R$ 41,2 bilhões na economia com a PEC dos Benefícios no ano anterior, que impulsionou o consumo no segundo semestre. Neste ano, os recursos escalonados e mais previsíveis movimentam a economia e sustentam o consumo no domicílio, assim como as quedas consecutivas nos preços dos alimentos”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Em setembro, dentre os principais recursos injetados na economia estão: R$ 14,58 bilhões do programa Bolsa Família, R$ 2,3 bilhões em pagamentos de Requisições de Pequeno Valor (INSS), R$ 2 bilhões do 5º lote de Restituição do Imposto de Renda. No final de agosto, cerca de R$ 7,3 bilhões foram repassados pelo Governo Federal aos Estados e aos Municípios para pagamento retroativo e parcelas até dezembro do Piso Nacional da Enfermagem.

Para outubro, estão previstos os repasses de R$ 14,67 bilhões do Bolsa Família – com o acréscimo do Benefício Variável Familiar Nutriz que contempla crianças de 0 a 6 meses, o lote residual de imposto de renda de R$ 643,3 milhões para 354 mil contribuintes, R$ 2 bilhões para pagamento de Requisições de Pequeno Valor (INSS), pagamento do Auxílio-Gás perfazendo montante de R$ 584,3 milhões.
Abrasmercado encerra setembro em queda de -1,72%

Todos os itens da cesta de lácteos e de proteína registraram queda no mês

Em setembro, a cesta Abrasmercado registrou queda de -1,72% na comparação com agosto. No ano, a queda acumulada é de -6,52%. Os preços, em média, recuaram de R$ 717,55 para R$ 705,21. O indicador mede a variação da cesta composta por 35 produtos de largo consumo: alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza.

Dentre as quedas mais expressivas na cesta de produtos básicos está feijão (-7,55%). No acumulado do ano, a queda é de (-19,36%). Outras quedas foram puxadas por farinha de trigo (-3,25%), óleo de soja (-1,17%), café torrado e moído (-1,08%). Na categoria, o óleo de soja se destaca com a maior queda acumulada no ano (-29,70%).

Na cesta de lácteos todos os produtos registraram recuo: leite longa vida (-4,06%), leite em pó (-1,36%), margarina cremosa (-1,18%), queijos muçarela e prato (-1,18%). Por sua vez, todas as proteínas se mantiveram em queda: ovos (-4,96%), corte do dianteiro (-3,45%), corte do traseiro (-2,36%), pernil (-0,85%), frango congelado (-0,26%). No ano, as quedas nos preços da carne bovina variam, em média, -13% e do frango -10%.

Na cesta de hortifrutigranjeiros, os destaques são as quedas nos preços da batata (-10,41%) e da cebola (-8,08%). No ano, esses itens recuaram (-27,73%) e (-48,26%), respectivamente.
Na cesta de higiene e beleza, as principais quedas foram registradas no papel higiênico (-1,11%), creme dental (-0,76%), sabonete (-0,46%).

Em limpeza, houve recuo em todos os produtos: detergente líquido para louça (-1,47%), sabão em pó (-1,05%), água sanitária (-0,26%), desinfetante (-0,04%).
Na análise regional, a maior queda no indicador ocorreu na região Sul (-2,19%), Nordeste (-1,69%), Sudeste (-1,51%), Centro-Oeste (-1,16%) e Norte (-0,71%).

Preços da cesta de alimentos básicos cai 1,93% em setembro

Principais quedas foram puxadas pelo feijão e pelo leite longa vida
No recorte da cesta de alimentos básicos com 12 produtos houve variação de -1,93% em setembro ante agosto e o preço, na média nacional, caiu de R$ 305,00 para R$ 299,10.
As principais quedas vieram de feijão (-7,55%), leite longa vida (-4,06%), farinha de trigo (-3,25%), café torrado e moído (-1,08%), massa sêmola de espaguete (-0,39%), margarina cremosa (-1,18%), carne bovina – corte dianteiro (-3,45%), óleo de soja (-1,17%).
As altas foram registradas no arroz (+3,20%), no açúcar refinado (+0,89%), farinha de mandioca (+0,14%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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