2024: O ano da tokenização de ativos do mundo real: quatro tendências para ficar de olho nessa metodologia para o mundo cripto

2024: O ano da tokenização de ativos do mundo real: quatro tendências para ficar de olho nessa metodologia para o mundo cripto

A tecnologia blockchain vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento nos mais diversos segmentos. Ainda que haja barreiras para adoção da tecnologia devido à sua complexidade e natureza técnica, a segurança – sua principal qualidade- tem atraído os olhares das empresas. À medida que as organizações exploram e adotam essa tecnologia de maneira estratégica, podem colher benefícios significativos que impulsionam o crescimento, a competitividade e a confiança no mercado. Pensando nisso, uma metodologia de tokenização de ativos do mundo real, conhecido pela sigla RWA, tende a crescer ainda mais em 2024.

De acordo com o “Relatório RWA: um mergulho no mercado em 2023” divulgado em agosto de 2023 pela RedStone Finance em parceria com a Chaos Labs, o setor movimentou mais de R$ 3 bilhões somente em 2023, ou ainda, US$ 630 milhões em ativos tokenizados. O cenário de tokenização de ativos está se desenvolvendo de forma bastante promissora no Brasil. A receptividade do mercado brasileiro em relação à digitalização dos ativos é alta. A regulamentação com órgãos como a CVM e o Banco Central tem sido o ponto chave para favorecer o avanço da tokenização, embora ainda haja necessidade de mais clareza nas regras. Com isso, as principais instituições financeiras já perceberam as oportunidades tanto em termos de ganhos adicionais de receita quanto na redução de custos​​​​​​.

O especialista lista os principais pontos desenvolvidos na tokenização de RWA para ficar atento em 2024. Confira:

Real Estate: A tokenização oferece vantagens como alta liquidez e a possibilidade de fracionamento de ativos, tornando-os mais acessíveis a uma gama maior de investidores. No entanto, ainda enfrenta desafios como a burocracia existente em processos tradicionais. Por isso, é preciso estar muito atento às regulamentações existentes.

Ativos Financeiros Regulados: Inclui ativos como debêntures e ações. As vantagens de digitalizar os ativos financeiros é proporcionar maior rapidez nas transações, automatizar os processos e maior acessibilidade e democratização do acesso.

A tokenização de ativos, como títulos de dívidas, ações, permitirá uma liquidez muito maior nos mercados, tornando os investimentos mais acessíveis. Por exemplo, a Vórtx QR Tokenizadora, primeira plataforma de tokenização de securities do Brasil que foi aprovada e regulamentada pelo Sandbox da Comissão de Valores Mobiliários, tem o intuito de testar a digitalização desses e de outros instrumentos de dívida e levá-los para um público maior de investidores.

Ativos Financeiros Não-Regulados: A tokenização desses promete eficiência e facilidade de comercialização no segmento que abrange ativos como precatórios, que apresentam maior flexibilidade por não estarem sujeitos à regulação prévia.
Tokenização de Créditos de Carbono: Com o objetivo de estimular práticas mais sustentáveis, as empresas brasileiras estão explorando a tokenização de créditos de carbono, ou seja, a digitalização dos certificados em redes blockchain. Com isso, observa-se uma oportunidade de gerar ativos para monetização. No entanto, o processo exige validação por empresas certificadoras para assegurar a confiabilidade dos tokens representativos.

A tecnologia blockchain pode ser empregada para criar sistemas de certificação e rastreabilidade que garantam a origem sustentável dos produtos, beneficiando tanto os consumidores quanto os produtores. É importante ressaltar que pensar em soluções de tokenização de créditos de carbono é só uma das possibilidades do uso da blockchain para a criação de uma economia ainda mais sustentável no Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Um comentário em “2024: O ano da tokenização de ativos do mundo real: quatro tendências para ficar de olho nessa metodologia para o mundo cripto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *