Empresárias provocam o mercado ao lançar marca de cosméticos “Sem Rótulo”

Empresárias provocam o mercado ao lançar marca de cosméticos “Sem Rótulo”

O perfil do consumidor mundial está em constante evolução. Nos últimos anos, segundo especialistas, o avanço, por exemplo, das mídias sociais e a exposição em vídeo chamadas, com o aumento do tele trabalho, trouxe uma consciência maior sobre os cuidados com a saúde da pele. Prova disso, é que a indústria de cosméticos mundial já sente o reflexo dessas alterações, com ênfase ao mercado global de “Clean Beauty”, movimento que ganhou força durante a pandemia, e que preza pela utilização de produtos seguros, livres de toxinas e que causem menos impacto ao meio-ambiente.

O setor deve ser avaliado até 2028 em US$ 37,65 bilhões, o que representa um crescimento de 538% em relação a 2023, segundo a Research And Markets.com, renomada empresa de pesquisa de mercado internacional. Para atender essa crescente demanda por produtos de beleza limpa, com destaque à alta procura por parte dos consumidores da geração Y, os Millennials, acaba de ser lançada no Brasil a “Sem Rótulo”, após mais de 3 anos de pesquisas no Brasil e exterior. Com investimento inicial de mais de R$ 300 mil em pesquisas, as fundadoras, Lais Theis, especialista em harmonização Orofacial, e a nutricionista, Melyssa Esser, projetam um  valor de vendas em torno de R$ 1 milhão este ano, que, inclusive, pode ser ultrapassado, já que a marca bateu em 100% a meta dos três primeiros meses após o lançamento.

Além de trazer no nome e nas embalagens uma provocação para educar o público a avaliar os rótulos dos cosméticos e priorizar a fórmula que tem dentro da embalagem, as especialistas criaram produtos eficazes, já atestados por dezenas de clientes. São cosméticos multifuncionais com combinação de ativos importantes na rotina do “skin care”, segundo elas, e focados no consumidor moderno e prático, que não tem tempo para utilizar uma variedade de opções para uma rotina de tratamento adequada.

É o caso de um bastão com cor, que além de uniformizar a tonalidade da pele e proteger do sol (FPS 80 e FPUVA 40), contém ativos como ácido hialurônico, Vitamina E e Vitamina C, os quais nas concentrações corretas (conforme pesquisas das fundadoras) são capazes de hidratar, regenerar e estimular a produção de colágeno, agindo contra o envelhecimento precoce. Gloss labial e gel de limpeza facial com blends de vitaminas e extratos vegetais são mais exemplos já disponíveis.

A filosofia da marca surpreendeu positivamente 100% dos consumidores, conforme relatam as empresárias. “Sem Rótulo é a filosofia de quem acredita no poder efetivo do produto, aquilo que está dentro do frasco. Para nós, beleza de verdade segue os princípios da nutrição. Quando você elege os melhores alimentos para sua pele, oferece na quantidade e frequência certa, os resultados são evidentes”, afirma Laís Theis, sócia-fundadora da marca.

Muitos ingredientes que são proibidos em cosméticos fabricados na Europa e nos Estados Unidos ainda são usados no Brasil e as descrições nos rótulos, muitas vezes, são desconhecidas pelo consumidor. Exemplo disso são os ftalatos e o triclosan, com evidência científica de alterarem a produção de hormônios. Outro exemplo são os parabenos, muito utilizados no Brasil, e que apesar do limite exigido pelos órgãos responsáveis, os conservantes são  apontados como vilões pela American Cancer Society. Segundo a associação, o uso de parabenos  pode estar relacionado ao aumento, inclusive, no risco de câncer de mama.

“A “Sem Rótulo” é uma empresa diferente de tudo que há no mercado. Ela chega para quebrar um paradigma no setor de cosméticos no Brasil e, inclusive, para provocar os consumidores a se atentarem ao que está escrito nos rótulos dos produtos e entenderem que o resultado à pele está dentro e não fora do frasco. Muitas vezes, as pessoas pagam caro por um creme com uma bela embalagem mas que, na maioria das vezes, é descartada. Porém, desconhecem o risco que podem correr com uso contínuo de fórmulas repletas de toxinas “, alerta Melyssa Esser, sócia-fundadora da marca.

Embalagens 100% recicláveis e reutilizáveis

Com objetivo de reduzir ao máximo o impacto ambiental causado pelas embalagens, já que são produzidos cerca de 120 bilhões de invólucros, anualmente, pela indústria de cosméticos, a “Sem Rótulo”, inicialmente, tinha a intenção de não utilizar embalagens de papel em seus produtos, mas isso não foi possível por exigência da Anvisa. Para atender as normas, mas sem abrir mão do posicionamento da marca, a “Sem Rótulo” produz as embalagens em papel 100% reciclável e retornáveis, além das sacolinhas feitas em  linho natural que foram delicadamente pensadas para armazenar os produtos e surpreender os compradores.

“Foram anos de estudos e milhares de testes para lançarmos os primeiros produtos. Por exemplo, não adianta ter concentrações altas de determinados ativos. O ideal é a quantidade e a combinação apropriadas para gerar o resultado eficaz. Também nos preocupamos com o impacto ambiental que isso vai causar. Todas as embalagens de papel utilizadas pela “Sem Rótulo” são de materiais recicláveis, já as sacolas de pano são reutilizáveis, promovendo assim o consumo consciente. Já recebemos mensagens de clientes que estão utilizando as sacolinhas para guardar jóias, batons e outros pequenos acessórios e isso, além da qualidade e da segurança da fórmula em si, que é o fundamental, também nos motiva a investir cada vez mais em produtos que prezam pela sustentabilidade “, conclui Laís.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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