Comércio entre Brasil e Reino Unido tem alta de 10% e movimenta R$ 75 bilhões

Comércio entre Brasil e Reino Unido tem alta de 10% e movimenta R$ 75 bilhões

Crescimento no comércio entre os dois países é reflexo do intercâmbio de negócios que potencializa a economia para ambas nações

A relação comercial entre Brasil e Reino Unido movimentou R$ 75 bilhões entre janeiro e agosto de 2024, um aumento de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados consolidados estão no mais recente relatório do Departamento de Negócios e Comércio britânico.

O crescimento no comércio entre os dois países é reflexo do intercâmbio de negócios que potencializa a economia para ambas nações. De acordo com o vice-presidente do comitê de Comércio & Investimentos Internacionais da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), Aloisio Andrade, operar com a utilização de moeda valorizada fortalece a proteção contra as oscilações do mercado.

“As empresas exportadoras brasileiras estabelecem seus preços em moeda forte para se proteger destas oscilações. Assim, o diferencial apurado em um cálculo com maior complexidade seria imaterial. É comum que ocorra alterações de preços de seus produtos tanto no Reino Unido quanto no Brasil, mas isso normalmente é associado a demanda, oferta e custos, que é o mesmo que observamos se a empresa comercializa seus itens em território nacional”, explica o representante da Britcham.

Aloisio Andrade avalia, ainda, que a evolução do comércio exterior no mundo e a comparação com Reino Unido e Brasil mostram que há oportunidades para o desenvolvimento desta frente. Na visão dele, alguns projetos já iniciados precisam ser concluídos para que as tendências de impulsionamento da relação comercial entre os dois países se tornem realidade.

“Ações como o projeto para a eliminação da bitributação entre Reino Unido e Brasil necessitam ser plenamente concretizadas e, com isso, certamente os volumes de negócios se potencializarão exponencialmente”, diz. O acordo para o fim da Dupla Tributação foi ratificado no ano passado pelo Reino Unido. Para entrar em vigor, é necessário que o Brasil faça o mesmo. A pauta está sob análise no Ministério da Fazenda, e depois será avaliada no Congresso Nacional.

Geração de empregos

De acordo com o relatório mais recente, a atividade exportadora no Brasil gerou 16 milhões de empregos em 2020, sendo 210.500 gerados pela relação comercial direta com o Reino Unido. No mesmo período, os britânicos empregaram 6,7 milhões de pessoas. Destas, 87.600 estão diretamente relacionados às exportações para o maior país da América Latina.

“O impacto social desta geração e manutenção de posições de trabalho é imenso dando condições sociais mais sólidas para os trabalhadores destas cadeias de fornecimento. A geração de riqueza nestas transações fortalece empresas, garantem estabilidade de postos de trabalho e aumenta a arrecadação dos estados”, afirma Aloisio Andrade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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