A chave para o sucesso da advocacia internacional é uma precificação bem estruturada

A chave para o sucesso da advocacia internacional é uma precificação bem estruturada

Consultora revela como escritórios podem ajustar seus honorários e expandir para mercados globais com rentabilidade

A internacionalização das bancas jurídicas vai além do domínio técnico do direito. Ingressar no mercado global exige uma habilidade estratégica fundamental: a capacidade de precificar corretamente os honorários em mercados com realidades culturais e cambiais distintas. Desenvolver essa habilidade é o passaporte para advogados que desejam expandir suas fronteiras e conquistar clientes internacionais.

De acordo com Beatriz Machnick, especialista em finanças jurídicas e fundadora da BM Finance Group, ter honorários estabelecidos com consistência e de maneira estratégica é o primeiro passo para mudar os rumos do negócio de quem busca a atuação global. “Saber precificar o serviço jurídico é uma das competências mais importantes para os advogados que desejam expandir suas operações para o mercado internacional”, afirma Beatriz. A consultora explica que, com uma análise adequada das despesas e uma estratégia bem definida sobre valores a serem cobrados, é possível maximizar o lucro sem comprometer a competitividade.

Custos específicos

A atuação jurídica internacional envolve custos adicionais específicos, como tradução de documentos, conformidade com regulamentos locais de compliance, variação cambial, deslocamentos internacionais e ajustes nos horários de trabalho, o que torna a precificação ainda mais desafiadora. A definição correta dos honorários leva em conta todos esses fatores, que variam conforme o país e a demanda do cliente. Um escritório precisa entender que o preço não se baseia apenas no valor do serviço jurídico, mas também na estrutura que suporta a execução do trabalho, considerando esses gastos extras que impactam diretamente a operação e a rentabilidade do negócio.

Em termos práticos, a precificação internacional exige que o advogado ou escritório de advocacia faça uma avaliação detalhada de seus custos operacionais, incluindo o impacto de fatores externos, como variações cambiais, impostos locais, custos com deslocamentos e até os custos de tradução, se necessários. Por exemplo, se um escritório em um país desenvolve uma estratégia de valores baseada em hora, ele deve ser capaz de ajustar essa taxa para refletir as diferenças econômicas e as despesas locais de operação em mercados estrangeiros. Isso significa que o valor por hora pode ser significativamente diferente, a depender do local onde o serviço é prestado, e é preciso fazer esses ajustes para garantir que o preço cubra não apenas os custos, mas também a margem de lucro desejada.

Ajuste numérico

Além disso, Beatriz Machnick defende que a precificação não deve ser encarada apenas como uma questão de ajuste numérico, mas como uma estratégia de posicionamento. Escritórios que sabem como cobrar corretamente por seus serviços têm mais clareza sobre seu valor agregado e conseguem comunicar isso aos seus clientes de forma eficaz. A precificação bem-feita também ajuda a estabelecer expectativas claras entre o cliente e o escritório, o que cria um relacionamento transparente e reduz a possibilidade de disputas sobre custos durante a execução do serviço.

Essa questão foi debatida por Beatriz Machnick em sua palestra no 2º Seminário Internacional de Direito Previdenciário, promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), que aconteceu em junho, em Washington, nos Estados Unidos. Durante o evento, Beatriz abordou as nuances da precificação internacional na advocacia, com foco em como os advogados podem se preparar para atender a clientes internacionais, considerando o impacto de fatores como custos com tradução, compliance, câmbio, deslocamentos e outros elementos culturais e estruturais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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