Token com rentabilidade de 1,6% estreia na B3

Token com rentabilidade de 1,6% estreia na B3

Ativo está entre os mais rentáveis da Renda Fixa

O mercado de investimentos no Brasil vem buscando alternativas que combinem liquidezsegurança retornos acima da média. Nos últimos meses, ativos ligados ao setor imobiliário têm se destacado ao oferecer rentabilidades expressivas, em um segmento que sozinho movimentou mais de R$ 200 bilhões em 2024 e representa cerca de 7% do PIB nacional. Esse movimento reforça a tendência de que o investidor brasileiro está mais atento a produtos que unem inovação tecnológica com a solidez de ativos reais, abrindo caminho para novos formatos de investimento. O interesse crescente também mostra como o mercado está se diversificando, atraindo desde pequenos aplicadores até fundos institucionais que buscam exposição a ativos reais com maior previsibilidade de retorno.

Nesse cenário, uma operação inédita marcou o início de uma nova fase: mais de 551 mil tokens vinculados a um empreendimento imobiliário passaram a ser negociados com rentabilidade de 1,6% ao mês. A oferta primária do ativo TOSB01 foi concluída por meio da plataforma de tokenização e crowdfunding da Zuvia, tornando o investimento acessível a qualquer pessoa de forma fracionada e regulada.

“Este é um marco histórico para o crowdfunding no Brasil. A tokenização possibilita que investimentos realizados em captações primárias sejam negociados de forma simplestransparente acessível, ampliando a confiança e democratizando o acesso ao mercado de capitais. Em parceria com a B3, conseguimos estruturar um mercado subsequente que oferece liquidez e segurança aos investidores. A Zuvia nasceu com o propósito de conectar tecnologia e investimento, e essa operação nos consolida como referência em inovação no setor financeiro”, afirma Jonatas Montanini, Co-CEO e Co-Founder da Zuvia. A negociação em ambiente regulado reforça a importância da inovação como motor para ampliar o mercado de capitais e diversificar o portfólio dos investidores.

Durante o lançamento, o token mostrou, na prática, o potencial desse novo modelo. A parceria com a B3 permite que investidores que participaram da captação inicial possam agora negociar seus tokens com liquidez transparência, por meio do botão “Negociar na B3” dentro da plataforma da Zuvia. Outro diferencial é que os tokens não sofrem variação de preço: cada unidade equivale a R$ 1,00, com rendimento pré-fixado de 1,6% ao mês durante 24 meses. A atualização da CVM 88 em 2022 foi essencial para viabilizar esse avanço, permitindo que plataformas de investimento participativo intermediassem negociações no mercado secundário e abrissem espaço para maior liquidez.

“A B3 tem o compromisso de apoiar o crescimento de pequenas e médias empresas, que desempenham papel fundamental no desenvolvimento da economia. A plataforma de financiamento coletivo é, muitas vezes, o primeiro passo das companhias no mercado de capitais e, com essa tecnologia, atendemos à uma demanda crescente das empresas por mais opções de financiamento, além de facilitar a democratização dos investimentos”, afirma Flávia Mouta, diretora de Emissores e Relacionamento da B3.

Esse desempenho reforça como a tokenização pode romper barreiras no Brasil. A rentabilidade de 1,6% ao mês chama a atenção porque supera com folga boa parte das aplicações tradicionais de renda fixa, que hoje entregam ganhos menores em função dos juros já precificados pelo mercado. Em termos anuais, esse rendimento equivale a mais de 20%, colocando o ativo no radar de investidores que buscam retorno elevado sem abrir mão da segurança. O diferencial está em oferecer esse resultado em um produto acessível, com aporte mínimo de R$ 25,00, permitindo que tanto pequenos investidores quanto aportadores institucionais participem do mesmo mercado. A Zuvia provou, na prática, que é possível unir inovação tecnológica com governança sólida para atrair diferentes perfis de investidores.

“A tokenização rompe barreiras e mostra que investimentos de alta rentabilidade podem estar ao alcance de qualquer pessoa, com segurança simplicidade. Esse é apenas o começo de uma transformação que deve alcançar diversos setores da economia nos próximos anos”, completa Montanini.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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