Modernização do sistema financeiro atrai investidores e amplia oportunidades para especialistas na área

Novos produtos e serviços demandam facilitadores para ajudar os investidores na tomada de decisão
A modernização do sistema financeiro facilitou o acesso às corretoras e aos aplicativos de investimentos. Com um dispositivo na palma da mão e alguns cliques é possível abrir uma conta e investir com pouco dinheiro. Números da Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que o volume aplicado por pessoas físicas chegou a R$ 7,9 trilhões no final de junho deste ano.
Segundo Fernando Ruiz, coordenador do novo MBA Investimentos, Produtos Financeiros e Mercado de Capitais, da Trevisan Escola de Negócios, os brasileiros estão aprendendo a investir melhor e, com esta expansão, há maior demanda do mercado por mais especialistas na área.
“Hoje temos 100 milhões de pessoas na renda fixa no Brasil, mas ainda temos muito a crescer em renda variável, por exemplo. São cerca de cinco milhões de investidores, um aumento considerável ao que tínhamos há alguns anos. No entanto, se compararmos aos Estados Unidos, onde mais de 50% dos adultos investem em ações, vemos o quanto podemos expandir”, afirma Ruiz.
Esse processo de maior procura por investimentos, conhecido no mercado pela expressão em inglês financial deepening, tem encontrado um forte aliado: as novas gerações. Jovens influenciadores digitais e youtubers têm levado conteúdo financeiro aos seus seguidores, assim como a compreensão de que investir é para todos.
Educação financeira
A educação financeira é um diferencial nesse movimento e os próprios bancos, fintechs e plataformas de investimento geram informações que ajudam as pessoas a aplicar recursos, entender sobre risco, diversificação e planejamento de longo prazo. Com isso, os investidores estão perdendo o medo e indo além da poupança, aplicando em fundos, ações previdência privada, CDBs, LCIs e, até mesmo, em produtos mais sofisticados como os criptoativos.
O especialista da Trevisan Escola de Negócios destaca que o desenvolvimento das assessorias de investimento é uma das tendências do mercado, seguindo algo que já ocorre com mercados mais maduros e evidenciando a evolução do setor no País. Além disso, essa tendência abre espaço para os profissionais atuarem como ponte com os investidores, ajudando-os a estruturar as operações financeiras.
Segundo Ruiz, o crescimento do setor tem sido bastante dinâmico, como pode ser visto pelo número dos agentes financeiros. Há 10, 20 anos o Brasil tinha apenas um pequeno grupo de bancos e, atualmente, conta com uma grande quantidade de instituições, incluindo bancos digitais e fintechs, além de novos players, que diversificaram o mercado.
“Essa condição garante ao brasileiro mais liberdade e acesso a opções de investimento, podendo escolher onde aplicar em vez de se limitar a um fundo específico ou um banco tradicional. No entanto, para encontrar a melhor opção, é importante entender o perfil de investidor e o objetivo para cada investimento”, esclarece Ruiz.







