Pacto Nacional Brasil Sem Desperdício une setores para reduzir perda e desperdício de alimentos

Pacto Nacional Brasil Sem Desperdício une setores para reduzir perda e desperdício de alimentos

Brasil desperdiça 30% da produção de alimentos

O WWF-Brasil e a ONG de ação ambiental global WRAP lançam, nesta quinta-feira, 2 de outubro, o pacto nacional de perda e desperdício de alimentos ‘Brasil Sem Desperdício’, que reúne empresas, governos, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil em um esforço colaborativo para reduzir a perda e o desperdício de alimentos (PDA) em toda a cadeia produtiva brasileira.

Atualmente, o país desperdiça cerca de 30% de toda a produção de alimentos, o equivalente a 55 milhões de toneladas por ano – um prejuízo estimado em R$ 61,3 bilhões para o setor. O dado é ainda mais grave diante do cenário nacional de insegurança alimentar: 64 milhões de brasileiros têm acesso restrito à alimentação, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Enquanto somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo, os brasileiros convivem com níveis alarmantes de desperdício e de fome. O ‘Brasil Sem Desperdício’ surge para acabar com isso. Por meio de colaboração, dados e soluções práticas que promovam a redução da perda e desperdício de alimentos, abordaremos esse problema de maneira sistêmica”, afirma Luiza Soares, analista de conservação e líder da iniciativa no WWF-Brasil.

Além disso, o Brasil Sem Desperdício conecta o país a uma rede global de Pactos Alimentares para compartilhar experiências internacionais que já demonstraram impacto em diferentes mercados. O programa funciona por meio de um Pacto que incentiva governos, empresas e outras instituições signatárias a adotarem as melhores práticas nacionais e internacionais focadas na redução da perda e desperdício de alimentos específicos ao contexto local, do campo à mesa.

As empresas que fazem parte do acordo serão apoiadas na implementação de uma abordagem de Definir, Medir, Agir para reduzir o desperdício em suas operações. Isso permite às empresas e outras organizações definirem metas, implementarem ações para reduzir o desperdício de alimentos e medirem o progresso da transformação. Na cadeia da produção de alimentos, a metodologia pode ser usada para identificar e reduzir o desperdício em cada etapa, com metas claras, medições precisas e ações direcionadas, desde a produção até o consumo.

Os representantes do governo e do setor também têm acesso a grupos de trabalho em que podem trocar experiências e informações valiosas com potencial de acelerar as ações alinhadas às melhores práticas internacionais.

Benefícios para empresas do setor de alimentos

Ao aderirem ao programa, empresas brasileiras poderão se beneficiar de:

● Eficiência operacional e redução de custos ao identificar gargalos e desperdícios.

● Preparação para novas regulações antecipando exigências de relatórios obrigatórios.

● Fortalecimento da reputação e da marca, com reconhecimento público pelo compromisso sustentável.

● Conexão com outras empresas líderes, academia e governos.

● Aprendizado a partir de casos já implementados no mundo através da Rede do Pacto Alimentar.

“Estamos construindo um ambiente colaborativo, em que cada empresa ou instituição signatária receberá suporte técnico-científico para alcançar resultados concretos. Acreditamos que, juntos, podemos transformar o Brasil em uma referência mundial no combate ao desperdício de alimentos”, destaca Daniela Teston, Diretora de Relações Corporativas do WWF-Brasil.

David Rogers, diretor de Desenvolvimento Internacional da WRAP, comemora a entrada do Brasil na Rede Global do Pacto Alimentar. “Cerca de 10% das emissões globais surgem dos alimentos que desperdiçamos – isso é mais do que na aviação – o que significa que o desperdício de alimentos está literalmente alimentando as mudanças climáticas”, avalia.

“Como grande produtor de alimentos, o Brasil tem um papel crítico a desempenhar, e o ‘Brasil Sem Desperdício’ soma o impacto local ao programa global. A WRAP tem o prazer de fazer parceria com o WWF-Brasil e outras organizações incríveis, demonstrando que trabalhar com parceiros locais em todo o mundo gera enormes resultados”.

Compromisso com a ação

Antes do lançamento, o pacto vem recrutando signatários, que recebem capacitação, ferramentas e apoio técnico para adotar e implementar os princípios de redução da perda e desperdício de alimentos – definir, medir e agir. Os primeiros resultados serão consolidados em relatórios nacionais anuais, oferecendo transparência e aprendizados para todo o setor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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