Nova regra de importação muda custo de insumos para indústrias a partir desta quarta-feira

Nova regra de importação muda custo de insumos para indústrias a partir desta quarta-feira

Medida atualiza a relação de produtos que podem ser importados com alíquota diferenciada do Imposto de Importação

A partir desta quarta-feira (1º/10), entra em vigor a Resolução GECEX nº 785/2025, que redefine a Lista de Bens Sem Similar Nacional (Lessin). A medida, publicada em 1º de setembro no Diário Oficial da União, atualiza a relação de produtos que podem ser importados com alíquota diferenciada do Imposto de Importação, sob o argumento de não haver produção equivalente no Brasil.

A mudança impacta diretamente empresas que dependem de insumos estrangeiros e também indústrias locais, que podem ganhar ou perder competitividade a depender do enquadramento de seus produtos. Com isso, empresas que atuam em cadeias globais de fornecimento precisam rever imediatamente seus planejamentos de importação, produção e logística para 2025.

“A lista da Lessin tem reflexos em planejamento societário, compliance aduaneiro e até mesmo em operações de M&A, porque influencia diretamente na estrutura de custos e na competitividade de determinados segmentos”, afirma Letícia Málaga, sócia da área de direito empresarial, societário e governança do Urbano Vitalino Advogados.

Principais grupos de produtos afetados

  • Produtos minerais e químicos: sais de sódio, compostos de nitrogênio, químicos orgânicos e inorgânicos.
  • Plásticos e polímeros: matérias-primas plásticas e itens transformados.
  • Têxteis e fibras: tecidos mistos, fibras artificiais e sintéticas.
  • Máquinas e equipamentos industriais: filtros, bombas, compressores e máquinas de embalagem.
  • Eletrodomésticos e eletrônicos: aspiradores, batedeiras, liquidificadores e linha branca.
  • Instrumentos de medição e controle: sensores, medidores de pressão, analisadores de gases e líquidos.
  • Componentes elétricos e eletrônicos: motores, transformadores, circuitos impressos, sistemas de telecomunicação.
  • Produtos médicos e laboratoriais: reagentes, instrumentos de precisão e equipamentos hospitalares.
  • Materiais de construção e siderurgia: vidros especiais, ligas metálicas, chapas e fios de aço.
  • Automotivo e transporte: partes de motores, tratores, ônibus e caminhões.

Impactos esperados

  • Importadores ganham segurança jurídica para trazer insumos sem risco de contestação.
  • Cadeias produtivas poderão reorganizar custos e ampliar competitividade.
  • Empresas de tecnologia e saúde têm clareza sobre bens com alíquota diferenciada.
  • Deve crescer o debate político e setorial sobre estímulo à importação versus proteção da indústria nacional.

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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