Economia compartilhada: o novo capítulo do transporte corporativo

Economia compartilhada: o novo capítulo do transporte corporativo

Autonomoz lidera o movimento que redefine a mobilidade empresarial, aliando tecnologia, eficiência e valorização dos motoristas parceiros

Durante décadas, as empresas vivenciaram diferentes formas de organizar o transporte de pessoas e insumos. Nos anos 50 e 60, predominava a verticalização: frotas próprias, motoristas contratados e tudo sob o mesmo guarda-chuva. Nas décadas seguintes, a terceirização se consolidou como alternativa mais econômica. A partir de 2010, a chamada “uberização” da economia trouxe flexibilidade, mas também abriu discussões sobre segurança e precarização dos serviços.

Hoje, um novo movimento desponta como resposta a esses desafios: a economia compartilhada no transporte corporativo. Na prática, significa usar os mesmos ativos — veículos, motoristas e tecnologia — para atender diferentes empresas, de forma organizada, transparente e segura. O resultado é eficiência operacional, redução de custos e otimização de recursos, sem renunciar à qualidade do serviço e à responsabilidade social.

O conceito reflete uma transformação mais ampla na forma de fazer negócios.

“Estamos diante do fim da era do acúmulo e do hiperconsumo. Hoje, o valor está na colaboração, na divisão inteligente dos recursos e na geração de impacto positivo para todos os envolvidos”, explica Leandro Farias, CEO da Autonomoz.

Segundo estudo da PwC, a economia colaborativa já movimenta cerca de US$ 15 bilhões por ano, com projeção de alcançar US$ 335 bilhões em 2025. Além disso, 86% das pessoas afirmam que o modelo oferece maior acessibilidade e economia.

A transição conduzida pela Autonomoz

Com quase oito anos de experiência no setor, a Autonomoz foi uma das pioneiras a implementar esse conceito no transporte corporativo brasileiro. Ao conectar 900 motoristas parceiros, empresas e tecnologia em 175 cidades, a companhia cria um ecossistema que beneficia toda a cadeia.

“O mesmo motorista parceiro pode atender diversas empresas, o que reduz quilômetros rodados sem passageiro e otimiza o uso da frota. Isso representa economia para as empresas, maior renda para o motorista e menos emissão de CO₂ para o meio ambiente”, complementa Farias.

Da uberização à colaboração: o transporte que se retroalimenta

Assim como ocorre em outros setores — do agronegócio ao turismo —, a economia compartilhada vem se mostrando um sistema capaz de redefinir cadeias inteiras de produção e serviços. A lógica é simples: o que antes era visto como concorrência, hoje pode ser complementaridade.

“Empresas que antes mantinham frotas ociosas ou terceirizações pouco eficientes estão descobrindo o valor da conexão. O transporte corporativo não precisa ser um centro de custo, mas sim um vetor de inovação, sustentabilidade e bem-estar”, reforça Farias.

Essa visão dialoga com o conceito defendido por especialistas como Tomás de Lara, cofundador da Engage e do Catarse, que descreve o fenômeno como uma retomada de práticas ancestrais de troca e compartilhamento — agora potencializadas pela tecnologia.

O futuro da mobilidade corporativa já começou

A economia compartilhada é, portanto, um novo capítulo da mobilidade corporativa. Esse é um movimento que une eficiência econômica, consciência ambiental e valorização humana. Aliás, ao conectar os motoristas parceiros ao mundo corporativo, a remuneração é melhor. Eles ainda são monitorados e possuem uma jornada controlada e transportam passageiros conhecidos, elementos que oferecem mais segurança nas viagens.

“Na Autonomoz, acreditamos que tecnologia e propósito caminham juntos. Nosso papel é tornar o transporte corporativo em uma experiência segura, sustentável e colaborativa, que gera valor real para empresas, motoristas parceiros e toda a sociedade”, conclui Leandro Farias.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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