Mercado de trabalho abre mais de 138 mil vagas para profissionais com ensino superior no Brasil
Estudo da OCDE mostra que diploma universitário amplia renda em até 54% e aumenta chance de inserção no emprego formal
O mercado de trabalho brasileiro tem hoje 138.742 vagas abertas para profissionais com ensino superior completo, segundo levantamento do portal Trabalha Brasil (TBR), plataforma que conecta empresas e candidatos em todo o país. As oportunidades estão concentradas principalmente em setores como Comércio (22.647 vagas), Administrativo (15.665), Informática (14.195), Recursos Humanos (13.698) e Contabilidade (11.307).
O recorte geográfico mostra que São Paulo lidera com 38.039 postos abertos, seguido por Santa Catarina (15.646), Paraná (12.742), Rio Grande do Sul (10.399) e Minas Gerais (8.840). Do lado dos candidatos, o TBR reúne atualmente 8,8 milhões de pessoas com nível superior completo cadastradas, com maior concentração nas áreas de Administração (206.506), Saúde (108.176) e Consultoria (78.585).
A demanda por profissionais graduados acompanha uma tendência mundial. De acordo com o estudo Education at a Glance 2025, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade internacional que reúne 38 países-membros, incluindo o Brasil como parceiro, adultos com diploma superior ganham em média 54% a mais do que aqueles que concluíram apenas o ensino médio. No Brasil, a diferença é ainda mais acentuada: os rendimentos de quem tem ensino superior chegam a ser mais de 140% superiores aos de trabalhadores com nível médio.
Escolaridade X Empregabilidade
O relatório também destaca o impacto da escolaridade na empregabilidade. Entre os países analisados, a taxa média de emprego chega a 93% para doutores e 90% para profissionais de Tecnologia da Informação, enquanto áreas como Engenharia (89%) e Saúde (87%) também apresentam elevados índices de inserção no mercado. Já entre os trabalhadores com apenas o ensino médio, a taxa cai significativamente.
Apesar do avanço no número de graduados, o estudo chama atenção para as desigualdades de acesso: apenas 26% dos jovens cujos pais não concluíram o ensino médio conseguem chegar à universidade, contra 70% daqueles com ao menos um dos pais graduado. Essa diferença reforça a influência da origem socioeconômica nas oportunidades educacionais e, consequentemente, na inserção profissional.
Segundo Kauã Leandro, gerente de Novos Negócios do TBR, esse movimento mostra como a formação acadêmica permanece central no mercado: “Há um volume expressivo de oportunidades voltadas para quem tem ensino superior completo, especialmente em setores estratégicos. Isso reforça a importância da qualificação como ferramenta para ampliar a empregabilidade e atender à demanda das empresas por profissionais preparados para funções de maior complexidade”, afirma.


