340 mil empreendedores estão na mira da Receita por atraso no parcelamento de dívidas

340 mil empreendedores estão na mira da Receita por atraso no parcelamento de dívidas

Sistema de parcelamento de débitos do MEI com a União se tornou ferramenta importante para que microempreendedores não percam direitos previdenciários

Cerca de 340 mil microempreendedores individuais (MEI) estão recebendo avisos da Receita Federal sobre atrasos nos pagamentos de dívidas parceladas. Desses, mais de 250 mil já passaram do limite de seis parcelas vencidas, uma condição que pode levar ao cancelamento do acordo e, para os MEIs, ao desenquadramento do regime de tributação simplificado. A recomendação do órgão federal é para que o microempreendedor regularize sua situação o quanto antes, para evitar novas multas e encargos legais que aumentariam a dívida. A contadora especialista em MEI da MaisMei, Kályta Caetano, alerta que o impacto vai além da dívida.

“Manter o MEI em dia é o que garante que o empreendedor possa trabalhar com tranquilidade, emitir nota, acessar crédito e continuar com seus direitos do INSS ativos. Quando o MEI se organiza, ele protege o próprio negócio, evita dor de cabeça com o governo e mantém a liberdade para crescer sem sustos”, afirma.

Kályta Caetano explica que, após a notificação, o microempreendedor tem 90 dias para regularizar sua situação e não ser desenquadrado do MEI: “Os microempreendedores que não quitarem os débitos dentro do prazo legal serão excluídos do Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2026”.

Entenda a regra

O sistema de parcelamento de débitos do MEI com a União é uma ferramenta importante para que microempreendedores que, eventualmente, tenham dificuldades de cumprir com suas obrigações contábeis – como o pagamento da guia DAS (contribuição mensal) – possam se regularizar com maior tranquilidade, sem serem desenquadrados do Simples Nacional. Em 2025, essa ferramenta passou por mudanças que deram ainda mais liberdade de decisão ao MEI, como a possibilidade de escolher em quantas vezes deseja quitar seu valor em débito, desde que respeite um valor mínimo de R$50,00 por documento e o limite máximo de 60 parcelas.

Porém, outra regra importante e que pode passar despercebida por muitos é que, após solicitar o parcelamento, novas pendências de pagamentos não podem ultrapassar o limite de seis parcelas de atraso. “Esse é um prazo que a Receita Federal já entende que o responsável pelo MEI pode, novamente, não honrar esses compromissos, o que gera a possibilidade de exclusão automática do regime simplificado”, reforça a especialista da MaisMei, que também oferece auxílio contábil e ferramentas que melhoram a gestão do microempreendedor, por meio de um SuperApp.

Para se regularizar, o MEI pode acessar canais oficiais –  Portal de Serviços da Receita Federal e o Portal do Simples Nacional – para verificar se há pendências fiscais e, se for o caso, solicitar uma nova negociação. De forma menos burocrática, é possível, ainda, recorrer à ajuda especializada de ferramentas digitais que automatizam esse processo.

No caso da consulta de pendências, a ferramenta gratuita Diagnóstico MEI oferece ao microempreendedor o acesso a todas as pendências reais relacionadas ao CNPJ e pode entender como resolvê-las com apenas um clique, apenas informado seu e-mail e CNPJ (ou CPF). “Tendo essas informações em mãos, o MEI pode se organizar para nunca deixar as dívidas se acumularem e, consequentemente, não terá que pagar valores maiores no futuro”, explica a contadora da MaisMei.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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