Líderes falham menos quando alinham identidade e propósito ao planejamento

Líderes falham menos quando alinham identidade e propósito ao planejamento

Metas sem alinhamento de identidade têm três vezes menos chance de serem executadas

Construir o planejamento anual sem revisar a própria identidade profissional é um dos principais erros de líderes e gestores na virada do ciclo organizacional. A avaliação é da psicóloga e empresária Fernanda Tochetto, que há 24 anos atua no desenvolvimento de lideranças e afirma que o próximo ano não começa no calendário, mas na consciência que cada profissional escolhe acessar.

Segundo Tochetto, grande parte dos planejamentos corporativos falha por focar apenas em metas e ações. O dado é reforçado por pesquisa citada da Harvard Business Review que indica que metas sem alinhamento de identidade têm três vezes menos chance de serem cumpridas. “O problema está na mente que tenta executá-la. Muitas lideranças planejam comportamentos sem planejar quem precisam ser”, afirma.

Identidade como base de performance

Para a especialista, identidade é destino. Ela sustenta comportamento, disciplina e coerência. Tochetto explica que esse aspecto envolve autoconsciência, disciplina emocional, definição de limites, hábitos consistentes e uma narrativa interna limpa. “A pergunta que todo líder deveria fazer é: a pessoa que estou levando para 2026 sustenta o que desejo construir”, diz .

A dificuldade de execução, segundo ela, surge quando a identidade não está preparada para o nível de entrega exigido. É nesse ponto que muitos planejamentos ficam pelo caminho antes mesmo do segundo mês do ano.

Outro pilar do modelo apresentado pela especialista é o propósito, descrito como raiz do planejamento. Segundo Tochetto, ele organiza prioridades, reduz ansiedade e melhora a qualidade das decisões. A newsletter cita levantamento da McKinsey indicando que líderes que revisitam regularmente o próprio propósito têm cinco vezes mais clareza ao tomar decisões estratégicas. “Propósito não é slogan. É uma força silenciosa. Quando esquecido, vira fraqueza”, afirma.

Três blocos para organizar o planejamento

A metodologia apresentada pela especialista propõe três blocos para estruturar o ano. O primeiro é encerrar, etapa que envolve eliminar excessos, padrões emocionais e ciclos que comprometeriam o ano seguinte. O segundo é consolidar, que reforça o que funcionou em 2025 e os pilares que sustentam o próximo passo. O terceiro é iniciar, etapa dedicada às ações que constroem 2026, como decisões estratégicas e novos projetos. Planejamento não é fazer mais, é fazer o que aproxima você da pessoa que deseja se tornar”, explica Tochetto .

Ambientes moldam execução

O ambiente é apresentado como um dos fatores que mais impactam a execução. De acordo com a Harvard Business School, ambientes de alta performance aumentam em até 60 por cento a capacidade de execução das equipes. Tochetto reforça que consciência expandida, boas referências, conversas qualificadas e apoio para decisões grandes formam a ambiência capaz de sustentar resultados. “Você não falha pela meta. Falha pelo ambiente que não sustenta a meta”, diz.

Para a especialista, o fechamento do ano é o momento de decisões estruturantes. A empresária sugere uma pergunta que deve nortear líderes e equipes, sobre o que precisar ser analisado  antes do ano virar. “Decisão é destino. E nenhuma meta supera a força de uma decisão verdadeira. 2026 não será diferente se você entrar nele igual”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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