Maioria dos funcionários gostaria de optar pelos benefícios corporativos que recebe

Maioria dos funcionários gostaria de optar pelos benefícios corporativos que recebe

Muitos trabalhadores não conhecem o Programa de Benefício em Medicamentos, mas incluiriam em seu pacote

Ferramenta de estratégia das equipes de Recursos Humanos para atrair e reter talentos, os pacotes de benefício nem sempre atendem às vontades ou real necessidade de seus colaboradores. É justamente o que aponta a pesquisa “Benefícios Corporativos 2025”, realizada pela consultoria de recrutamento Robert Half. Ela mostra que, apesar da satisfação de um pouco mais da metade (57%) dos entrevistados com os pacotes atuais, 76% afirmam que concordariam em fazer alguma mudança. Além disso, 84% gostariam de personalizar os seus pacotes, enquanto apenas 21% têm essa opção.

O estudo revela ainda que vale-refeição, plano de saúde e plano odontológico são os três tipos de benefício mais oferecidos pelas empresas. No entanto, os considerados mais importantes pelos colaboradores são, por ordem: bônus acordado (anual, trimestral e mensal), plano de saúde e vale-refeição. Plano odontológico aparece apenas na quinta posição, atrás ainda do plano de previdência privada. Ou seja, se a empresa desse aos trabalhadores a oportunidade de montar seu pacote com até três ou quatro tipos de benefício, o plano odontológico estaria de fora dessa lista.

E como seria se eles pudessem optar por um benefício que eles sequer conhecessem? Uma pesquisa da PBMA – Associação Brasileira das Operadoras de Plano de Medicamentos realizada com empresas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, que contam com mais de 100 colaboradores, mostrou que 80% dos entrevistados não sabem o que é PBM (Programa de Benefício em Medicamentos). Mas, ao tomarem conhecimento das vantagens que o programa oferece, 82,3% responderam que certamente fariam uso, se houvesse essa opção dentro do seu pacote.

O PBM surgiu nos Estados Unidos na década de 1970, e estima-se que atualmente atenda 2/3 da população norte-americana. Aqui no Brasil, começou a ser difundido há, aproximadamente, 25 anos. Mesmo assim, ainda é uma opção que muitas empresas e colaboradores não conhecem ou não têm a devida percepção das vantagens que ele oferece para ambos. Por meio do PBM, o valor pago pelos colaboradores na compra de medicamentos é subsidiado pelos empregadores, uma contribuição que varia, em média, de 20 a 100% do valor dos remédios prescritos.

“Para os colaboradores, a grande vantagem do PBM está no acesso ao tratamento medicamentoso prescrito, muitas vezes com remédios de uso contínuo, sem correr o risco de interrompê-lo por falta de recursos financeiros. Os custos com a saúde têm comprometido cada vez mais a renda das famílias brasileiras, especialmente as de menor renda. Ou seja, o subsídio que as empresas oferecem garante o cuidado necessário com a saúde e, consequentemente, melhor qualidade de vida aos seus colaboradores”, afirma Luiz Monteiro, presidente da PBMA.

Já para as empresas, oferecer um benefício farmacêutico é até 85% mais barato do que incorporar o valor à folha de pagamento como salário, e alguns dos impactos positivos são a queda na sinistralidade do plano de saúde, redução de afastamento e absenteísmo, aumento da satisfação e retenção de talentos, além de permitir ao RH tomar decisões mais assertivas sobre a saúde populacional de seus colaboradores, por meio de um controle de dados sobre os medicamentos mais consumidos por eles. “Funcionários saudáveis são mais produtivos, o que garante melhor resultado para os negócios da empresa. Mais do que um benefício concedido, é um investimento”, avisa Monteiro.

Para o presidente da PBMA, com o reconhecimento cada vez maior que as organizações estão tendo sobre as vantagens de oferecer PBM a seus colaboradores, até 2030 estima-se que o número de beneficiados no país registre um crescimento de, aproximadamente, 20% ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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