7 dicas para contratar crédito consignado sem comprometer o orçamento de 2026

Mesmo sendo um aliado, consignado precisa ser usado com consciência
Com a chegada de 2026, muitos brasileiros consideram recorrer ao empréstimo consignado para organizar as finanças, quitar dívidas ou arcar com os gastos do começo do ano. A modalidade segue como uma das alternativas mais acessíveis do mercado.
“O consignado pode ser um aliado importante para quem busca organizar o orçamento, mas ele precisa ser usado com consciência para não transformar uma solução em um problema”, alerta Túlio Matos, CEO da iCred, fintech especializada em crédito consignado para beneficiários do INSS, antecipação do FGTS e consignado trabalhador.
Para apoiar consumidores que pretendem contratar este ano, o executivo reuniu sete orientações práticas para analisar o crédito com segurança.
- Revise sua renda e despesas fixas
Antes de contratar qualquer modalidade de crédito, é essencial ter clareza sobre o que entra e o que sai do orçamento todos os meses. A análise da renda líquida, somada às despesas fixas, como moradia, alimentação, transporte e contas essenciais, permite entender quanto realmente está disponível para assumir novas parcelas sem comprometer o equilíbrio financeiro.
“Ter essa fotografia completa do orçamento é o primeiro passo para uma decisão consciente. Um consignado bem planejado precisa caber no mês a mês sem apertar o consumidor”, afirma Túlio Matos.
- Projete seu fluxo de caixa pelos próximos meses
Mas planejar o fluxo de caixa não significa apenas verificar quanto entra e sai hoje, mas antecipar como o orçamento pode se comportar nos próximos meses. Isso inclui considerar reajustes de contas, possíveis mudanças de renda, despesas sazonais como impostos, matrículas ou viagens, e até imprevistos comuns no início do ano. Ao visualizar o comportamento futuro das finanças, o consumidor entende se a parcela continuará confortável mesmo diante de mudanças.
“Muitas vezes o problema não está na parcela de agora, mas na falta de preparo para o que vem depois. Antecipar cenários ajuda o consumidor a evitar surpresas e garante que o consignado seja sustentável ao longo do contrato”, explica o CEO.
- Verifique a margem consignável
A margem consignável determina o percentual máximo da renda que pode ser comprometido com parcelas descontadas diretamente em folha. O cálculo desse limite varia conforme o tipo de contrato e o perfil do consumidor, e funciona como um parâmetro para evitar que o valor das parcelas ultrapasse o permitido pela legislação. Conhecer esse limite antes da contratação ajuda a entender quanto é possível financiar e quais opções estão disponíveis.
“Quando o consumidor entende a própria margem, ele ganha clareza sobre o espaço real que tem para contratar crédito. Isso evita excessos e torna a decisão mais segura”, reforça Matos.
- Compare taxas entre instituições
As condições do consignado variam entre bancos, fintechs e tipos de contrato, e a diferença pode representar uma economia significativa ao final do pagamento. Segundo levantamento do Procon-SP realizado em junho de 2025, as taxas médias para consignado variaram de 1,84% ao mês, no caso de aposentados do INSS, a 4,32% ao mês no programa Crédito do Trabalhador, reforçando a importância de comparar ofertas e avaliar condições antes da contratação.
“Hoje o cliente tem ferramentas para comparar, simular e até portar o crédito. Isso empodera o consumidor e torna o processo mais transparente”, comenta Matos.
- Use o crédito com um objetivo definido
O crédito consignado é mais eficiente quando está vinculado a uma finalidade específica, como a quitação de dívidas existentes, a antecipação de despesas previstas ou a reorganização do orçamento. Definir previamente o uso do valor contratado permite avaliar se o empréstimo é adequado à necessidade e facilita o planejamento das parcelas ao longo do contrato.
Segundo Túlio Matos, “a falta de um objetivo para a quantia emprestada tende a levar ao uso impulsivo e ao endividamento desnecessário. Quando o consumidor já sabe exatamente para onde o recurso será destinado, ele consegue estruturar melhor a contratação e evitar decisões tomadas apenas pela disponibilidade do crédito.”
- Evite contratar mais de um consignado ao mesmo tempo
Acumular operações de consignado reduz a margem financeira disponível e aumenta o risco de comprometimento excessivo da renda. Mesmo que as taxas sejam atrativas, múltiplos descontos em folha podem fragilizar a saúde financeira do consumidor.
“O consignado foi pensado para ser uma ferramenta de apoio, não uma solução recorrente para todos os problemas. Acumular contratos tira o benefício da previsibilidade”, afirma o executivo.
- Considere antecipar parcelas apenas se houver vantagem clara
Antecipar parcelas pode ser uma alternativa para reduzir o custo total do contrato ou encurtar o prazo de pagamento, dependendo das condições oferecidas pela instituição financeira. Antes de optar por essa modalidade, é necessário verificar se há disponibilidade no orçamento e se a antecipação não afetará compromissos já planejados ou a manutenção de reserva financeira.
“A antecipação deve ser uma decisão estratégica, não impulsiva. É importante avaliar se ela realmente traz ganho financeiro e não compromete a segurança da família”, afirma o CEO.
“No início do ano, o aumento natural das movimentações financeiras exige atenção redobrada das famílias, independentemente do tipo de solução escolhida. Ao acompanhar de perto as condições do mercado, entender como cada modalidade funciona e avaliar com cuidado o impacto das decisões no início de 2026, o consumidor amplia sua capacidade de organização e planejamento. Esse olhar estruturado para o orçamento contribui para escolhas mais seguras e alinhadas ao contexto de cada pessoa, iniciando o ano com maior previsibilidade sobre as finanças e sobre os compromissos futuros”, conclui o executivo.







