70% das competências profissionais mudarão até 2030

Investir em upskilling e reskilling será essencial para se manter relevante no mercado de trabalho
Com a previsão de que 70% das competências profissionais sofram transformações até o fim da década, o mercado de trabalho em 2026 exigirá mais do que apenas experiência técnica. Segundo José Tortato, COO do Banco Nacional de Empregos (BNE), o sucesso passará obrigatoriamente pelo domínio da Inteligência Artificial e pela prática constante de upskilling e reskilling.
Enquanto o primeiro foca no aprofundamento das competências que o profissional já possui para mantê-lo atualizado em sua área, o segundo é essencial para quem busca transições de carreira, permitindo o aprendizado de novas habilidades para migrar para setores em expansão.
Para Tortato, a tecnologia não é mais um diferencial, mas um pré-requisito. O domínio da IA deve ser encarado como um elemento comum a todas as profissões. Paralelamente, o profissional precisa saber “vender” esse conhecimento.
“As redes sociais são aliadas estratégicas. Elas permitem compartilhar experiências e construir um networking assertivo, transmitindo seus pontos fortes mesmo quando se está empregado”, pontua o COO do BNE.
Guia de habilidades
O mercado de trabalho passará a classificar o talento através de três frentes: Hard Skills, Soft Skills e Abilities. Confira as mais valorizadas:
- Hard Skills (Competências técnicas): Alfabetização digital, IA, Machine Learning, Análise de Dados (BI), Automação e práticas de Sustentabilidade/ESG.
- Soft Skills (Competências comportamentais): Pensamento analítico e criativo, resiliência, inteligência emocional, liderança e escuta ativa.
- Abilities (Competências cognitivas): Raciocínio lógico e abstrato, velocidade perceptiva, clareza na expressão (oral/escrita) e resolução de problemas complexos.
“A capacidade de aprender a aprender (lifelong learning) é, hoje, a habilidade mais valiosa que um profissional pode cultivar”, finaliza José Tortato.








