Bolsa e dólar fecham em queda nesta quinta-feira

Investidores realizam lucros e Ibovespa cai 0,84%
O Ibovespa recuou 0,84% no fechamento do pregão desta quinta-feira (29), somando 183.133,75 pontos, uma perda de 1.557,30 pontos em relação ao dia anterior. A queda foi atribuída à realização de lucros após uma série de recordes batidos, e também ao clima em Wall Street, que se refletiu no Brasil.
O índice Bovespa começou o dia com força e chegou a renovar a máxima histórica na parte da manhã, indo a 186.449,75 pontos, pela primeira vez acima dos 186 mil.
Mesmo com a queda do Ibovespa, algumas ações de peso se destacaram, como foi caso da Vale, que subiu 0,51%, chegando a quase bater em mais 2%, e Petrobras, que pegou embalo da forte alta do petróleo internacional e ganhou 0,96%. A B3 subiu 1,03%, assim como o Banco do Brasil +0,39%. No entanto, foram os grandes bancos que derrubaram o Ibovespa: Bradesco caiu 1,29%, Itaú Unibanco -0,41% e Santander desvalorizou 1,47%. No varejo, o destaque ficou com a queda dos papéis da Magazine Luiza com baixa de 3,57%.
Dólar
O dólar comercial terminou a quinta-feira com baixa de 0,22%, negociado a R$ 5,194. Pela manhã, o dólar comercial apresentou elevada volatilidade , chegando a avançar mais de 1% nos momentos de maior estresse. O movimento foi impulsionado pelo aumento da aversão ao risco no exterior, em meio à escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e à queda das bolsas americanas, com investidores ainda digerindo os resultados das big techs.
Esse ambiente mais defensivo levou o ouro a subir cerca de 3% no intraday, movimento que perdeu força ao longo da tarde, com o metal precioso encerrando próximo da estabilidade.
Dinâmica semelhante foi observada no índice DXY, que passou a recuar conforme o estresse global diminuiu ao longo do pregão com o real acompanhado a perda de força do dólar. No mercado doméstico, a valorização de aproximadamente 3% do petróleo e também do minério de ferro deu suporte adicional ao movimento de recuperação real. Após as decisões de política monetária do Copom e do Fed nesta quarta-feira, o mercado de DI passou a precificar um corte de 50 pontos-base na reunião do Copom em março. Ainda assim, o diferencial de juros do Brasil permanece elevado, sustentando a atratividade do carry trade e contribuindo para o desempenho do real.







