Centros de distribuição recorrem a equipamentos automatizados para sustentar crescimento operacional

Ganho de escala, produtividade e redução de gargalos impulsionam modernização logística em meio à expansão do e-commerce
Para enfrentar o crescimento exponencial na demanda por entregas rápidas e maior eficiência operacional, centros de distribuição no Brasil têm recorrido cada vez mais a equipamentos automatizados, transformando centros logísticos tradicionais em hubs inteligentes que combinam tecnologia avançada e gestão de dados.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), apenas no primeiro semestre de 2025, o comércio eletrônico brasileiro gerou R$ 100,5 bilhões, com mais de 191 milhões de pedidos realizados e ticket médio de R$ 540 no período. Com o avanço do setor e a complexidade crescente das cadeias de suprimento, a automação se tornou condição essencial de sobrevivência.
Um dos exemplos mais recentes dessa tendência é a modernização do centro de distribuição da varejista Centauro em Extrema (MG). A empresa implementou um sistema de sorter automático OneShip Sorter, em parceria com a Pitney Bowes, empresa global que fornece tecnologia, logística e serviços em todo o mundo, com 16 linhas de saída, que elevou a produtividade em cerca de 70% ao reorganizar o fluxo de pedidos e reduzir tarefas manuais na triagem de volumes destinados ao e-commerce e às lojas físicas.
Segundo Gustavo Cristófaro, Executive Sales da multinacional e responsável pela implantação, a solução integrada de leitura automática e roteirização acelerou a movimentação de mercadorias e diminuiu rejeições de leitura, liberando equipes para atividades de maior valor agregado.
No setor aéreo, a LATAM Cargo Brasil ampliou sua capacidade no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) com a instalação do primeiro sorter automático da holding, parte de um plano de investimentos de cerca de R$ 10 milhões nos últimos três anos, também com apoio da Pitney Bowes.
O equipamento, que pode classificar até 72 mil pacotes por dia com leitura de códigos em tempo real e integração aos sistemas operacionais da companhia, responde à crescente demanda por transporte de encomendas ligadas ao e-commerce e acelera a triagem e roteirização de cargas, reduzindo gargalos e aumentando a confiabilidade das operações.
“Os investimentos realizados em diferentes segmentos refletem justamente essa preocupação em evoluir com inovação, onde a automação ganha protagonismo ao oferecer soluções logísticas cada vez mais ágeis aos clientes. Esse crescimento é, sem dúvidas, uma tendência já presente em empresas que querem atender à demanda crescente no comércio eletrônico”, pontua Gustavo.
A adoção de automação em centros de distribuição está alinhada a um movimento mais amplo da logística digital, que, segundo estudo da Infor Brasil, deve crescer mais de 18% ao ano globalmente à medida que soluções como sistemas de gestão de armazéns (WMS), planejamento estratégico e ferramentas de automação ganham espaço nas operações para garantir desempenho superior em momentos de pico.
No que diz respeito aos benefícios, o especialista da Pitney Bowes destaca que vai além da velocidade de processamento: “São inúmeros pontos positivos. A automação reduz erros humanos, melhora a ergonomia do trabalho e aumenta a precisão na gestão de inventários, permitindo que empresas lidem com um volume crescente de SKUs e distribuam produtos de forma mais eficiente e sustentável”.







