Marketing de afiliados cresce em 2026 com IA

Viagens e finanças puxam crescimento do mercado com estratégias full-funnel e foco em performance
O marketing de afiliados vive um momento de consolidação, assumindo papel central nas estratégias das marcas para divulgar produtos, atrair consumidores e impulsionar vendas. Em 2026, a expectativa é de crescimento ainda mais acelerado, impulsionado por tecnologias de rastreamento mais precisas, novos formatos de parceria com influenciadores e pela entrada definitiva do setor em áreas estratégicas como finanças, turismo e e-learning. Tendências como a busca inteligente com IA, o avanço dos modelos híbridos (conteúdo + performance) e a expansão em verticais de alto valor devem marcar o ritmo do setor nos próximos meses.
De acordo com a eMarketer, o mercado global de afiliados está avaliado entre US$ 17 e 18,5 bilhões e deve ultrapassar US$ 20 bilhões até o fim deste ano, com projeção de alcançar US$ 71,74 bilhões até 2034 — crescimento sustentado por um CAGR de 15,2%. Para os especialistas desse setor, esses números confirmam a evolução do marketing de afiliados de um canal complementar para uma estratégia essencial, escalável e orientada por performance.
“A tendência para 2026 é que o afiliado deixe de ser visto apenas como um canal de conversão e passe a ser valorizado como motor de awareness, consideração e retenção”, explica Rodrigo Genoveze, diretor regional da Awin para a América Latina.
“Os programas mais bem-sucedidos serão aqueles que conectarem comunidades engajadas, conteúdo original e modelos de remuneração inteligentes. Estamos saindo do modo sobrevivência e entrando no modo oportunidade.”
Consumidores fazem buscas inteligentes com IA
Entre as mudanças que devem impactar o setor, está o avanço das plataformas de IA generativa. Com ferramentas como chatbots, buscadores inteligentes e assistentes virtuais se tornando fontes prioritárias de descoberta de produtos, os afiliados precisarão adaptar sua produção de conteúdo para ser compreendida, ranqueada e sugerida por algoritmos em tempo real. Estima-se que, em 2026, mais de 60% das buscas no Google terminem sem cliques em sites externos – um movimento impulsionado por respostas geradas por IA. O mercado entra, assim, em uma nova era de descoberta mediada por inteligência artificial, que altera a lógica do funil de conversão e exige estratégias cada vez mais voltadas à relevância algorítmica.
“A pergunta deixa de ser ‘como rankear no Google’ e passa a ser ‘como ser recomendado pela IA'”, afirma Rodrigo Genoveze, diretor regional da Awin para a América Latina. “Quem dominar esse novo comportamento de busca e souber alimentar esses sistemas com conteúdo confiável, relevante e de alta qualidade terá vantagem competitiva. É por isso que estamos investindo em APIs programáticas, tracking avançado e integração com parceiros desenvolvedores”.
Um dos destaques dessa frente de inovação é a parceria com a Envolve Tech, afiliada tecnológica da Awin que oferece um Assistente de Compras Virtual baseado em IA. A solução, que já é usada por marcas como Umberto Giannini, melhora a navegação nos sites, reduz a taxa de rejeição e impulsiona conversões — tudo isso com base em interações automatizadas e personalizadas com os consumidores.
Recém-integrado ao Google Gemini, o sistema agora entrega experiências ainda mais naturais e contextuais, ampliando o potencial de recomendação de produtos. O modelo é 100% baseado em performance e a marca só paga pelas vendas geradas. Para a Awin, esse tipo de solução mostra como a IA pode ser aplicada de forma prática, escalável e eficiente dentro do canal de afiliados.
Campanhas em modelo híbrido
A Awin aposta no fortalecimento dos modelos híbridos, que unem a credibilidade dos influenciadores com seus públicos e a lógica baseada em performance do marketing de afiliados. Em vez de campanhas pontuais, as marcas têm priorizado parcerias de longo prazo com criadores de conteúdo – os chamados creator ambassadors – capazes de impactar todas as etapas da jornada de compra, da descoberta à conversão. A expectativa é que essa tendência se intensifique em 2026, especialmente com o crescimento de criadores de nicho que mantêm comunidades altamente engajadas.
Segundo o relatório CreatorIQ 2025–2026, 78% dos profissionais de marketing já priorizam parcerias de longo prazo com criadores – o que resulta em taxas de conversão 65% maiores. Na base da Awin, campanhas com microinfluenciadores afiliados têm mostrado resultados expressivos e geram ROI até 18 vezes superior ao investimento. “As marcas não querem mais escolher entre awareness e conversão, elas querem os dois. E os afiliados entregam isso com eficiência”, afirma Marcos Souza, Head de Publisher Development na Awin.
Setores em expansão: viagens e finanças
Além dos avanços tecnológicos que vêm redesenhando o setor, o crescimento do marketing de afiliados em 2026 será puxado por verticais estratégicas como viagens e finanças, além de varejo, telecomunicações, e-learning e moda, que já são fundamentais para o mercado e vão continuar em crescimento. Essas categorias se destacam por combinar alto volume transacional com jornadas de compra cada vez mais digitais, exigindo personalização, conteúdo relevante e eficiência de mídia.
“O crescimento em 2026 será impulsionado por marcas que souberem adaptar o modelo de afiliados à realidade de cada vertical, integrando conteúdo, dados e performance com criatividade. Trata-se de um canal versátil, capaz de gerar resultados tanto em jornadas rápidas de consumo quanto em processos de decisão mais complexos e consultivos”, explica Luiz Mansanaro, Head de Client Services na Awin.
No setor de viagens, o avanço dos Travel Media Networks e o uso estratégico de dados de programas de fidelidade têm viabilizado campanhas full-funnel, com presença em múltiplos momentos da jornada do consumidor — da descoberta ao pós-viagem.
“Com a ascensão das mídias de viagem e seus ecossistemas de fidelidade, vemos marcas estruturando experiências contínuas, que conectam o anúncio no lounge à oferta recebida durante o voo. Essa consistência em pontos de atenção qualificada fortalece a lembrança e a afinidade com a marca”, explica Luiz Mansanaro.
Já no setor financeiro, o marketing de afiliados deve ganhar ainda mais relevância em 2026 com a expansão de estratégias orientadas por performance e conteúdo qualificado. Fintechs e instituições tradicionais estão adotando programas de afiliação como meio de escalar aquisição de clientes com mais previsibilidade, especialmente diante de jornadas de decisão mais longas e consultivas.
A aposta recai sobre influenciadores especializados, como finfluencers, que geram conteúdo educativo, geram confiança e aceleram a conversão. Esse movimento acompanha a profissionalização do mercado, com marcas exigindo mais eficiência nos investimentos e priorizando campanhas com ROI comprovado.
“Finanças é um dos setores onde a lógica do afiliado faz mais sentido. Há alto valor por conversão, exigência de confiança na recomendação e uma audiência que busca informação antes de decidir. O canal de afiliados entrega escala com controle”, completa Luiz Mansanaro








