Dólar liderou as transações de câmbio no Brasil em 2025 com alta de 17,28%

Dólar liderou as transações de câmbio no Brasil em 2025 com alta de 17,28%

No ranking anual elaborado pela Travelex Confidence, moeda norte-americana representou 51,74% do volume transacionado no Brasil

O dólar norte-americano foi a moeda estrangeira com maior volume de transações realizadas por pessoas físicas no Brasil entre janeiro e dezembro de 2025. Segundo a Travelex Confidence, maior especialista em câmbio do mundo, a moeda norte-americana teve um volume de 51,74% do total de operações no período consolidado.

Em 2025, o dólar norte-americano apresentou um comportamento atípico no cenário cambial brasileiro. De acordo com Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, a desvalorização da moeda dos EUA no mercado global, com queda acumulada de 11,18% frente ao real, o maior recuo desde 2016, funcionou como um estímulo adicional ao turismo internacional. “Com o dólar mais barato, houve maior propensão de consumo por parte das pessoas físicas, impulsionando a demanda para viagens ao exterior”, explica o executivo.

Esse efeito se refletiu no volume transacionado: na comparação com 2024, as operações envolvendo a moeda cresceram 17,28%, indicando retomada do apetite do consumidor. Já em relação a 2023, ano marcado por um aquecimento excepcional do turismo no pós-pandemia, foi registrada uma retração de 13,59%, evidenciando uma normalização do mercado após o pico daquele período.

Grandes eventos esportivos impactam o comportamento dos brasileiros

Outro fator que influenciou o topo do ranking anual de 2025 foi o calendário esportivo. A realização do campeonato mundial de clubes nos Estados Unidos, entre junho e julho do ano passado, com a presença de quatro times brasileiros na competição, levou mais de 25 mil torcedores a saírem do Brasil para apoiar a equipe de coração em solo norte-americano. “Eventos dessa magnitude influenciam diretamente no volume de moedas estrangeiras transacionadas no pré e durante a realização do mesmo”, comenta o executivo do Grupo Travelex Confidence.

Soma-se a isso o fato de que os EUA receberão neste ano de 2026 a Copa do Mundo, o maior campeonato mundial de seleções. E, para tal, a preparação dos turistas que pretendem acompanhar a competição ao vivo já começou em 2025. “Quem já está com viagem planejada para acompanhar esse evento nos Estados Unidos acaba aproveitando as oscilações negativas do dólar frente ao real para comprar a moeda gradativamente. Trata-se de uma estratégia comum e eficaz para reduzir custos no planejamento financeiro”, explica Arbex.

Iene é destaque pelo segundo ano consecutivo

A moeda oficial do Japão terminou 2025 no top 5 entre as mais transacionadas no período. É a segunda vez que o iene ocupa a quinta colocação no ranking anual — posição historicamente dominada pelo dólar australiano. A divisa japonesa foi responsável por 1,13% do volume de transações no período, dado que reforça o país asiático como um destino cada vez mais desejado. “O Japão sempre foi um local de grande interesse turístico por brasileiros e a isenção dos vistos entre os governos dos dois países, desde 2023, passou a fomentar ainda mais a procura por esse roteiro, o que impacta naturalmente o crescimento das transações envolvendo o iene”.

Ainda sobre o top 5 do ranking anual elaborado pela Travelex Confidence, o euro ficou na segunda colocação, responsável por 38,52% do volume total de transações de moedas em 2025, com aumento de 7,9% no comparativo com 2024 e queda de 11,57% frente ao ano de 2023. A libra esterlina ocupa a terceira posição, com 3,26% do volume total, seguida do dólar canadense, com 2,97%.

Confira a performance das TOP 5 Moedas em 2025| Em volume (R$) transacionado:

MOEDAPosição no Ranking% Volume 2025% Variação 25×24% Variação 25×23
Dólar (USD)51,74%17,28%-13,59%
Euro (EUR)38,52%7,9%-11,57%
Libra Esterlina (GBP)3,26%-1,76%-23,66%
Dólar Canadense (CAD)2,97%4,3%-25,85%
Iene (JPY)1,13%-13,55%-4,2%

 

 

 

 

“Disponibilidade de recursos no exterior” é a principal natureza de transferências internacionais em 2025

No setor de transferência internacionais, a categoria “transferência entre contas da mesma pessoa natural ou jurídica”, que indica a disponibilidade de recursos no exterior, representou 36% do volume total transacionado no ano, com um ticket médio de R$ 27,9 mil. Considerando o comparativo com os períodos anteriores, a natureza de disponibilidade teve um crescimento expressivo de 32,2% em relação a 2024 e de 12,3% frente ao volume de 2023.

Já nos principais corredores de envio, os Estados Unidos figuram na primeira colocação com 42,45% do volume de transações, seguido por Portugal (15,43%). No fluxo inverso, que considera a origem dos recebimentos no Brasil, os EUA também estão na liderança (64,01%), seguido pela Alemanha (10,67%) e pelo Canadá (6,16%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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